
Este artigo é uma homenagem a quatro jovens que tenho a alegria de chamar de amigos: João Basmage, Alexandre Martins, Leonardo Sawaris e Otavio Sawaris. Embora tenham escolhido caminhos profissionais distintos, compartilham virtudes cada vez mais raras: disciplina, paciência, responsabilidade e disposição para enfrentar os desafios inerentes à construção de uma vida bem-sucedida.
João Basmage é médico. Ainda jovem, já demonstra o preparo técnico, a sensibilidade humana e a dedicação que a profissão exige. Alexandre Martins construiu sua trajetória na área da tecnologia da informação, setor que demanda atualização permanente, capacidade de adaptação e enorme comprometimento com resultados. Leonardo e Otavio Sawaris, por sua vez, representam uma nova geração do agronegócio: trabalhadores, discretos e conscientes de que a prosperidade nasce do esforço diário e da boa administração daquilo que receberam a missão de desenvolver.
Vivemos tempos de imediatismo. As redes sociais criaram a falsa impressão de que o sucesso acontece de forma instantânea. Vemos apenas os resultados finais, mas raramente enxergamos as madrugadas de estudo, os fins de semana de trabalho, as renúncias pessoais e os anos de dedicação que antecedem qualquer grande conquista.
A verdade é que quem deseja coisas grandes para a própria vida precisa estar disposto a pagar o preço correspondente. Na medicina, na tecnologia da informação e no agronegócio, as posições de destaque exigem preparo, enorme disposição para o trabalho, autocontrole diante das adversidades e uma boa dose de paciência.
Talvez a paciência seja uma das virtudes mais incompreendidas da atualidade. Muitos a confundem com passividade. Não é isso. A paciência verdadeira é ativa. É a arte de continuar estudando, trabalhando e perseverando mesmo quando os resultados ainda não apareceram.
Gosto especialmente da ideia de que “a paciência é a arte de confiar no tempo, de entender que tudo faz parte de um processo essencial para o crescimento”. Existe profunda sabedoria nessa frase. O tempo não substitui o esforço, mas costuma recompensar aqueles que persistem com disciplina e constância.
Tudo se resume a um processo. Gradual. Lento, muitas vezes. Mas consistente. A árvore frondosa já foi semente. O profissional admirado da área da tecnologia já foi iniciante inseguro. O médico experiente já enfrentou longas noites de estudo. O produtor rural bem-sucedido aprendeu que a colheita depende do plantio correto e do respeito ao tempo da terra.
O problema é que muitos desejam o propósito, mas não aceitam o processo. Querem os aplausos sem os sacrifícios, os resultados sem a disciplina e as responsabilidades sem o correspondente esforço. A vida, porém, costuma funcionar de maneira diferente.
E há outra lição importante. Quando os objetivos são alcançados, não faz sentido reclamar do excesso de trabalho ou do peso das responsabilidades. Afinal, foram justamente essas atribuições que um dia desejamos assumir. Lutamos por elas, estudamos por elas e fizemos escolhas para conquistá-las.
Observo essas características nos quatro jovens que inspiraram este texto. João, Alexandre, Leonardo e Otavio compreenderam, cada um à sua maneira, que não existem atalhos para a excelência. O caminho pode variar, mas os princípios permanecem os mesmos: dedicação, humildade, perseverança e respeito ao tempo.
Em uma sociedade cada vez mais ansiosa, talvez precisemos reaprender a valorizar os processos. São eles que moldam o caráter, fortalecem a resiliência e nos preparam para administrar, com maturidade, as conquistas que tanto desejamos.
Por isso, fica uma reflexão, especialmente aos mais jovens: tenham sonhos grandes, mas estejam dispostos a enfrentar os processos necessários para realizá-los. Estudem, trabalhem, perseverem e aprendam a confiar no tempo. Afinal, as conquistas mais valiosas raramente florescem de imediato.
Mas, ao lado da disciplina e da paciência, não se esqueçam de cultivar a fé. Há coisas que dependem do nosso esforço; outras exigem a serenidade de quem compreende que existe um tempo maior, conduzido por Deus, Senhor do universo. Planejar é importante. Trabalhar é indispensável. Mas reconhecer que nem tudo está sob o nosso controle é exercício de humildade e sabedoria.
No fim das contas, só quem suporta o processo consegue viver plenamente o propósito. E aqueles que caminham com fé descobrem que, mesmo nos períodos de espera, Deus continua preparando o coração, moldando o caráter e abrindo os caminhos certos no momento oportuno.
