A ação contou com o auxílio de um cão farejador, que indicou a presença de entorpecentes em uma mala abandonada dentro de um ônibus de transporte interestadual. Durante a inspeção, os agentes encontraram peças de vestuário com características comerciais que haviam sido impregnadas com uma substância análoga ao cloridrato de cocaína.
De acordo com a Receita Federal, as camisetas apresentavam manchas características do processo utilizado para ocultar a droga. A técnica consiste em impregnar o tecido com o entorpecente, dificultando sua identificação durante o transporte e a fiscalização.
A região de fronteira entre Corumbá e Puerto Quijarro, na Bolívia, é rota frequente para o tráfico de drogas. Além do transporte de entorpecentes em malas, as autoridades já registraram casos de pessoas utilizadas como “mulas”, que carregam a droga junto ao corpo ou ingerem cápsulas para atravessar a fronteira.
Como a mala não possuía identificação e nenhum responsável foi localizado, o material apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal, que dará continuidade às investigações para identificar os envolvidos e apurar a origem e o destino da carga.

