A Polícia Federal deflagrou a Operação Fornax, desmantelando uma sofisticada estrutura de tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais que operava na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. O principal alvo da ação, Alex Benitez Gamarra, utilizava uma padaria no centro de Ponta Porã como fachada para ocultar lucros provenientes do comércio de cocaína e maconha.
As investigações tiveram início em 2023, após a apreensão de quase duas toneladas de entorpecentes em um entreposto do grupo. A partir de então, a PF identificou que a organização criminosa, liderada por Gamarra (conhecido pelos apelidos “Frango” e “Fufuxo”), utilizava diversos estabelecimentos comerciais para legalizar o dinheiro ilícito.
- Fachadas utilizadas: Além da padaria na Avenida Brasil, o grupo geria o “Grupo Gamarra Empresas”, que incluía academias de ginástica em diferentes cidades.
- Modus Operandi: O líder utilizava múltiplos codinomes para dificultar a identificação e mantinha contato direto com fornecedores e compradores, mesmo durante períodos em que esteve custodiado.
Liderança e Conexões
A Justiça Federal expediu 22 mandados de prisão e 47 de busca e apreensão. Segundo a decisão judicial, Gamarra exercia “inequívoca ascendência” sobre os demais membros, incluindo seu tio, Eliseo Benitez Céspedes, que também foi detido.
Análises de celulares apreendidos revelaram anotações financeiras e diálogos que comprovam a articulação do grupo com estruturas criminosas externas e possíveis ligações com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
A operação estendeu-se por diversos estados brasileiros, refletindo a capilaridade da rede de distribuição de drogas.
| Categoria | Detalhes |
| Prisões Preventivas | 10 detidos (incluindo Gamarra, apontado como o epicentro das operações). |
| Prisões Temporárias | 6 cumpridas; 3 alvos permanecem foragidos. |
| Cidades Atuantes | Ponta Porã, Campo Grande, Maracaju, Balneário Camboriú (SC), Cuiabá (MT) e São Paulo (SP). |
| Bloqueios | 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros foram executadas. |
Embora a padaria utilizada no esquema tenha encerrado as atividades físicas logo após as primeiras apreensões de 2023, o CNPJ permanecia ativo no sistema para dar continuidade às movimentações financeiras. Atualmente, a polícia busca localizar os seis integrantes que ainda constam como foragidos, entre eles fornecedores de cocaína e operadores logísticos.
