Após a determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o recolhimento de produtos da marca Ypê com lotes terminados em “1”, uma moradora de Campo Grande afirma ter sofrido sintomas de intoxicação junto com o filho e suspeita que o problema esteja relacionado ao uso dos itens.
Raquel da Silva dos Santos, de 51 anos, contou que os primeiros sintomas apareceram na madrugada da última terça-feira (5), antes mesmo de ela tomar conhecimento da decisão da Anvisa. Segundo a moradora, ela e o filho, de 15 anos, passaram mal por vários dias.
“Eu tive muita diarreia, dores no corpo e um cansaço inexplicável. Meu filho apresentou vômito, diarreia, dor abdominal e começo de febre. Ficamos dois dias sem conseguir sair da cama, sem forças para nada”, relatou.
Ela informou que procurou atendimento médico no Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande e que ambos receberam medicação para cinco dias. Apesar da melhora parcial, Raquel afirma que ainda sente náuseas e dores abdominais.
A suspeita sobre os produtos surgiu depois que ela assistiu a reportagens sobre o recolhimento determinado pela Anvisa. Ao verificar os itens utilizados em casa, encontrou diversos produtos com lotes terminados em “1”.
Segundo a consumidora, as tentativas de contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa não tiveram retorno. “Liguei no 0800 e procurei o SAC para entender quais sintomas poderiam estar relacionados e qual orientação deveria seguir, mas tudo está congestionado. Os e-mails também não estão sendo recebidos porque a caixa de entrada estaria cheia”, afirmou.
A principal preocupação agora, segundo Raquel, é descobrir possíveis consequências à saúde e qual acompanhamento médico deve ser realizado. “A informação ainda está muito vaga. Queremos saber que tipo de tratamento devemos procurar”, disse.
Recolhimento
Na quinta-feira (7), a Anvisa determinou o recolhimento de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca Ypê fabricados na unidade de Amparo (SP), todos com lotes terminados em “1”. Conforme a agência, inspeções identificaram falhas nos processos de produção e risco de contaminação microbiológica.
A recomendação é que consumidores suspendam imediatamente o uso dos produtos afetados e procurem a empresa para informações sobre o recolhimento.

