A Santa Casa de Campo Grande suspendeu temporariamente a admissão de novos pacientes para cirurgias cardíacas pediátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi tomada em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital e à redução da equipe especializada.
Diante da situação, Governo do Estado e Prefeitura de Campo Grande definiram um aporte emergencial de R$ 4 milhões para a instituição. O recurso será destinado à compra de insumos e deverá ser liberado nos próximos dias, após a assinatura de termo aditivo.
A suspensão foi comunicada à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em ofício encaminhado no dia 2 de setembro. No documento, a Santa Casa afirma que o contrato mantido com o poder público apresenta desequilíbrio econômico-financeiro e que os valores recebidos não cobrem os custos do atendimento.
O hospital também cita dificuldades para manter a equipe responsável pelas cirurgias de cardiopatias congênitas. A médica responsável pelo serviço pediu o encerramento do contrato e a instituição afirma enfrentar obstáculos para contratar outros especialistas.
Com a suspensão, novos pacientes que precisarem de cirurgia deverão ser encaminhados pela regulação para outras unidades habilitadas. Casos de urgência e emergência continuarão recebendo atendimento inicial e estabilização na Santa Casa.
Pacientes que já estão sendo acompanhados pelo hospital continuarão recebendo suporte clínico e diagnóstico, mas poderão ser transferidos caso haja necessidade de procedimento cirúrgico.
A Santa Casa afirma que a paralisação é temporária e condiciona a retomada das cirurgias à recomposição financeira do contrato, à contratação de profissionais e à garantia de materiais, equipamentos e leitos.
No ofício, a direção também alerta que a crise financeira pode atingir outras áreas do hospital caso não haja uma solução para o déficit.
A retomada do serviço dependerá de negociação com o poder público para garantir recursos suficientes e recompor a equipe especializada.

