Número de concorrentes caiu 35,5% para deputado estadual e 21,8% para federal; sete dos oito integrantes da bancada de MS tentam renovar o mandato
Os eleitores de Mato Grosso do Sul encontrarão menos candidatos a deputado nas urnas em 2026. A quantidade de registros apresentados à Justiça Eleitoral caiu tanto na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa quanto na corrida pelas oito vagas destinadas ao Estado na Câmara dos Deputados.
Somadas as duas eleições proporcionais, Mato Grosso do Sul tem 373 candidatos neste ano, contra 545 em 2022. São 172 concorrentes a menos, uma redução geral de 31,6%.
A queda mais expressiva ocorreu na disputa pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Neste ano, 251 candidatos concorrem às 24 cadeiras do Parlamento estadual. Em 2022, foram 389 postulantes.
A diferença representa uma redução de 35,5% no número de candidaturas. Na média, a concorrência nominal caiu de 16,2 para aproximadamente 10,5 candidatos por vaga.
Disputa pela Câmara também diminui
Na corrida pelas oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados, foram apresentados 122 pedidos de registro de candidatura à Justiça Eleitoral.
Há quatro anos, 156 candidatos participaram da disputa. Com 34 nomes a menos, a redução chegou a 21,8%.
A média, que era de 19,5 candidatos por cadeira em 2022, recuou para pouco mais de 15 concorrentes por vaga nesta eleição.
Apesar da queda na quantidade de candidatos, a disputa continua intensa. Nas eleições proporcionais, não basta considerar apenas a votação individual, pois a distribuição das cadeiras também depende do desempenho dos partidos e das federações.
Sete partidos apresentam chapas completas para federal
Os 122 candidatos a deputado federal estão distribuídos por 19 partidos. Sete siglas apresentaram chapas completas, com nove nomes cada: Republicanos, PDT, MDB, PL, DC, Novo e PSDB.
Na eleição para deputado estadual, as 251 candidaturas foram registradas por 17 partidos. Apenas PL e Avante chegaram ao limite de 25 candidatos em suas respectivas nominatas.
O tamanho das chapas é considerado estratégico porque amplia as possibilidades de votação da legenda e pode ajudar partidos e federações a alcançar o quociente eleitoral necessário para disputar as cadeiras.
Maioria dos deputados federais tenta a reeleição
Dos oito atuais representantes de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados, sete estão na disputa para renovar o mandato.
Tentam permanecer em Brasília Beto Pereira (Republicanos), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (União Brasil), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL).
A única exceção é Vander Loubet (PT), que deixou a disputa pela Câmara Federal para concorrer a uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado.
A presença de sete deputados com mandato aumenta o grau de dificuldade para os novos candidatos, mesmo com a redução no número geral de concorrentes. Os atuais parlamentares entram na eleição com maior exposição pública, estrutura política e bases eleitorais já consolidadas.
Três deputados estaduais não tentam permanecer na Alems
Na Assembleia Legislativa, 21 dos atuais 24 deputados estaduais buscam a reeleição. Três parlamentares não concorrem novamente ao mesmo cargo.
João Henrique Catan (Novo) disputa o governo de Mato Grosso do Sul. Mara Caseiro (PL) tenta chegar à Câmara dos Deputados, enquanto João César Mattogrosso não participa da eleição deste ano.
Com a saída dos três, ao menos parte das cadeiras terá novos ocupantes na próxima legislatura. As demais vagas serão disputadas entre deputados que tentam renovar o mandato e candidatos que buscam chegar pela primeira vez à Assembleia.
Menos candidatos não significa eleição fácil
Embora os números indiquem uma redução na concorrência média por cadeira, a eleição proporcional não funciona como uma disputa direta entre todos os candidatos.
Primeiro, os votos dados aos candidatos e às legendas ajudam a definir quantas vagas cada partido ou federação terá direito. Somente depois é considerada a votação individual dos concorrentes dentro de cada grupo político.
Dessa forma, candidatos com votação expressiva podem ficar sem mandato caso seus partidos não atinjam os critérios exigidos, enquanto concorrentes com menos votos podem ser eleitos por integrarem chapas com melhor desempenho coletivo.
A diminuição das nominatas revela, portanto, um cenário diferente do registrado em 2022. Há menos nomes dividindo a preferência do eleitorado, mas partidos, federações e candidatos com mandato continuam travando uma disputa intensa pelas mesmas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e pelas oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados.

