Representantes de diferentes religiões participaram do lançamento da candidatura de Fábio Trad (PT) ao Governo de Mato Grosso do Sul. Durante o evento, líderes católicos, evangélicos, espíritas, espiritualistas e integrantes de religiões de matriz africana fizeram um apelo pela união, pelo respeito às diferenças e pelo enfrentamento das desigualdades sociais.
O grupo apresentou um discurso coletivo em formato de jogral, no qual cada representante leu uma parte do texto. A manifestação destacou o combate à fome, à pobreza, à violência, ao preconceito e às diferentes formas de injustiça.
“Vivemos tempos em que, muitas vezes, tentam usar a religião para dividir, excluir e alimentar o ódio. Nós queremos fazer exatamente o contrário”, afirmaram.
Os religiosos defenderam que a fé não pode permanecer indiferente diante dos principais problemas enfrentados pela população.
“A fé verdadeira não pode ser indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, do preconceito, da desigualdade e de toda forma de injustiça”, disseram.
Respeito às diferenças
Durante a leitura, os representantes religiosos afirmaram buscar uma política que reconheça a diversidade e respeite as diferentes visões existentes na sociedade.
“Uma política que reconheça que ninguém é dono absoluto da verdade e que a democracia exige respeito às diferenças, disposição para ouvir e coragem para defender aquilo em que acreditamos”, declarou o grupo.
O documento também mencionou a necessidade de políticas voltadas aos trabalhadores, às mulheres, às crianças, aos idosos, às pessoas com deficiência, à população negra, aos povos indígenas e às comunidades de terreiro.
Os participantes defenderam investimentos e compromissos nas áreas de educação, saúde, moradia, cultura e proteção ambiental. Segundo o grupo, a atuação política deve colocar as necessidades coletivas acima dos interesses individuais.
Candidatos de mãos dadas
Fábio Trad e a candidata a vice-governadora, Gilda dos Santos, acompanharam a manifestação de mãos dadas com os representantes religiosos.
No encerramento, o grupo pediu sabedoria para as decisões, coragem para enfrentar as dificuldades, humildade para ouvir e força para continuar a caminhada eleitoral.
Os religiosos classificaram o ato como o primeiro passo de uma campanha “iluminada pela esperança” e defenderam a construção de uma sociedade mais justa, humana, solidária e fraterna.
