A morte da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff e do piloto Henrique Martin de Carvalho, vítimas da queda de um avião ocorrida na manhã de sexta-feira (3), em Campo Grande, gerou comoção entre instituições ligadas à pesquisa e à preservação ambiental. Em notas de pesar, entidades destacaram a dedicação de Lydia à conservação do Pantanal e dos tamanduás-bandeira, além de manifestarem solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.
O Instituto Tamanduá lamentou a perda de uma importante colaboradora da conservação da natureza. Em mensagem assinada pela presidente da instituição, Flávia Miranda, Lydia foi lembrada como pesquisadora, zoóloga e jornalista científica que transformou a ciência em propósito de vida, contribuindo de forma significativa para ampliar o conhecimento sobre os tamanduás e a biodiversidade pantaneira.
Segundo a entidade, o legado da pesquisadora ultrapassou a produção científica, levando conhecimento ao público e fortalecendo ações de conscientização sobre a preservação da fauna. O instituto ressaltou ainda que a parceria construída ao longo dos anos em projetos de conservação deixará impactos duradouros para a proteção da espécie.
“Lydia era uma pesquisadora rigorosa, uma comunicadora talentosa e, acima de tudo, uma pessoa generosa, curiosa e profundamente apaixonada pela vida silvestre”, destacou um trecho da homenagem. A instituição acrescentou que sua contribuição permanecerá nas pesquisas publicadas, nos registros fotográficos, na formação de novos pesquisadores e nos esforços pela conservação dos tamanduás.
O Instituto SOS Pantanal também manifestou pesar pela morte da pesquisadora e do piloto. A organização lembrou que Lydia dedicou mais de 20 anos ao estudo dos tamanduás-bandeira no Pantanal de Mato Grosso do Sul e seguia justamente para a região quando a aeronave caiu, pouco depois da decolagem.
Na mesma nota, o instituto prestou homenagem a Henrique Martin, descrito como um piloto experiente da aviação sul-mato-grossense, reconhecido pela atuação em voos sobre o Pantanal e pela relação próxima com o bioma ao longo de sua carreira.
