A empresa Amapil – UTI e Táxi Aéreo divulgou nota oficial lamentando o acidente aéreo que matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. No comunicado, a empresa manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e informou que está prestando todo o apoio necessário neste momento.
A companhia destacou que atua há mais de cinco décadas na aviação civil e afirmou manter compromisso com a segurança operacional, a manutenção das aeronaves e o cumprimento das exigências técnicas do setor. Também informou que está colaborando integralmente com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e demais autoridades responsáveis pela apuração das causas da queda, fornecendo informações e suporte às investigações.
Henrique Martin pilotava um Embraer EMB-810, matrícula PT-WYQ, que havia decolado de Campo Grande com destino ao Pantanal levando a pesquisadora alemã. A aeronave caiu pouco depois da decolagem, em uma área próxima ao Aeroporto Santa Maria. As duas vítimas morreram no local.
Os corpos foram retirados por equipes do Corpo de Bombeiros, que também participaram das buscas pela aeronave. Os destroços ficaram espalhados por cerca de 20 metros, mas o avião não chegou a explodir após o impacto, apesar do forte odor de combustível registrado na área.
A principal linha de investigação é de que o piloto tenha tentado retornar ao Aeroporto Santa Maria ou realizar um pouso de emergência antes da queda. As causas do acidente serão determinadas pelo Cenipa, que enviou investigadores a Campo Grande para conduzir a perícia.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que a aeronave estava com a documentação regular, incluindo o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA), válido até junho de 2027, e autorização para operar como táxi aéreo. Durante os primeiros levantamentos, as equipes constataram que o gravador de dados da aeronave, conhecido como “caixa laranja”, permaneceu preservado, o que poderá contribuir para esclarecer as circunstâncias do acidente.
