Após temporal, prefeita diz que ajuda emergencial ainda não chegou; Capital registrou alagamentos, granizo e carros submersos
A prefeita Adriane Lopes (PP) atribuiu ao “Super El Niño” os estragos do temporal que atingiu Campo Grande nesta quinta-feira (15) e afirmou que os recursos federais solicitados após a tempestade de setembro ainda não foram liberados. A nova chuva provocou alagamentos, deixou moradores ilhados e atingiu veículos em diferentes regiões da Capital.
“O Super El Niño está afetando a cidade de forma muito violenta”, declarou nesta sexta-feira (16), em entrevista ao Campo Grande News. Segundo balanço da Prefeitura, com dados do Cemtec, o acumulado médio chegou a 82 milímetros em 24 horas, acompanhado de granizo e rajadas de vento.
A associação direta entre o fenômeno climático e esse temporal, porém, depende de avaliação técnica. A declaração da prefeita, por si só, não estabelece essa relação.
Adriane informou que equipes municipais percorrem os locais atingidos para levantar os danos e definir as intervenções. Também anunciou visitas às áreas afetadas e reunião com os secretários.
Ajuda ainda não chegou
Após a tempestade de setembro, a Prefeitura estimou entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões o custo de recuperação das estruturas atingidas. O levantamento incluiu danos em 37 escolas, unidades de saúde e na rede semafórica, além da necessidade de assistência às famílias.
A expectativa de repasse federal emergencial é de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões. Segundo a prefeita, a documentação foi encaminhada, mas o dinheiro continua pendente.
“Os relatórios foram enviados, foi feito trabalho com a Defesa Civil de Campo Grande e Mato Grosso do Sul. Mas o Governo Federal ainda não liberou”, afirmou.
Água tomou ruas e avenidas
O temporal de quinta-feira atingiu vias como Rachid Neder, Ernesto Geisel e Gunter Hans, onde veículos ficaram cercados pela água. Na região sul, houve ruas intransitáveis nos bairros Jardim Los Angeles, Parque Lageado, Jardim Centro Oeste, Parque das Meninas e Centenário.
Na Avenida dos Cafezais, moradores e comerciantes ficaram ilhados. A água também encobriu uma ponte entre o Jardim Morenão e o Roselândia.

