Reeleito com 67,07% dos votos, governador atribui vitória ao trabalho da equipe e defende gestão enxuta, parcerias e eficiência nos serviços públicos
Reeleito no primeiro turno com 67,07% dos votos, o governador Eduardo Riedel (PP) avaliou que o resultado das eleições em Mato Grosso do Sul reforça o alinhamento do Estado à centro-direita. Para ele, a votação recebida e o desempenho dos aliados refletem o reconhecimento ao trabalho da gestão e à articulação política construída durante o mandato.
Em entrevista, Riedel afirmou que a vitória representa uma conquista coletiva, vinculada à atuação da equipe e aos objetivos compartilhados pelo grupo político.
“Um orgulho muito grande. Não de mim. Eu acho que o orgulho do trabalho realizado, o orgulho da equipe, o orgulho do grupo, do propósito”, afirmou.
O governador também destacou o alcance da aliança nas disputas legislativas. O grupo elegeu os dois senadores da chapa, Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL), além de conquistar sete das oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados e 20 das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa.
Na avaliação de Riedel, esse desempenho demonstra uma escolha do eleitorado por determinado posicionamento político e modelo de administração pública.
“O Mato Grosso do Sul deu um recado claro na urna. Primeiro, nós temos uma posição política. E a posição política é centro-direita”, declarou.
Ao explicar as diretrizes que defende para o governo, Riedel associou esse posicionamento à responsabilidade na gestão dos recursos, ao crescimento econômico e à busca por resultados. Segundo ele, essas prioridades devem caminhar junto com políticas sociais e ambientais.
O governador argumentou que o combate à pobreza, a preservação do meio ambiente e a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade são compromissos de toda a sociedade, independentemente da orientação ideológica.
“A esquerda capturou essas agendas como se fossem delas. E não são. Elas são da sociedade”, disse.
Para Riedel, conciliar desenvolvimento econômico e atendimento às necessidades da população exige planejamento e eficiência na aplicação do dinheiro público. Nesse contexto, defendeu uma estrutura administrativa mais enxuta e a ampliação das parcerias com a iniciativa privada para melhorar os serviços e acelerar as entregas.
Ao criticar o modelo de Estado que atribui à esquerda, o governador utilizou os termos “inchado, grande, perdulário”. Na avaliação dele, concentrar a execução das atividades na máquina pública reduz as possibilidades de colaboração com o setor privado.
Riedel afirmou ainda que as decisões da administração devem considerar as necessidades dos cidadãos e a responsabilidade com os recursos que sustentam o funcionamento do governo.
“Ela é que está pagando a conta. E isso é que a gente não pode perder de vista nunca”, concluiu, ao se referir à população.

