O governador reeleito Eduardo Riedel avalia mudanças na estrutura do governo de Mato Grosso do Sul para o segundo mandato. Entre as possibilidades está a separação das áreas de Justiça e Segurança Pública, além de uma reorganização da secretaria que reúne Turismo, Esporte e Cultura.
As decisões serão orientadas por um diagnóstico solicitado à equipe sobre o primeiro mandato. A determinação é que o levantamento ultrapasse a apresentação de obras entregues, serviços em execução e projetos previstos, identificando também falhas e iniciativas que não alcançaram os resultados esperados.
Com essa avaliação, Riedel pretende definir quais práticas devem ser mantidas e quais precisam de ajustes. O levantamento poderá embasar tanto a redistribuição de atribuições quanto mudanças na condução de políticas públicas e a substituição de secretários.
No caso da atual Secretaria de Justiça e Segurança Pública, uma das alternativas é criar uma pasta específica de Justiça. A ela ficaria vinculada a agência responsável pelo sistema penitenciário, separando a administração prisional da estrutura encarregada da segurança pública. A proposta, porém, permanece em análise.
Também não há definição sobre o futuro das áreas de Turismo, Esporte e Cultura. A distribuição dessas atividades está sendo discutida dentro de uma revisão mais ampla da organização administrativa, com a intenção de dar maior dinamismo à gestão nos próximos quatro anos.
A previsão é que as medidas sejam anunciadas antes do recesso parlamentar. Algumas poderão ser implementadas por atos administrativos, enquanto outras dependerão do envio de projetos de lei à Assembleia Legislativa e da aprovação dos deputados estaduais.
Além das alterações na estrutura, o governo poderá ter mudanças no comando de secretarias. A extensão das substituições dependerá dos problemas apontados pela equipe e das prioridades estabelecidas para o próximo mandato.
Para a composição do novo governo, Riedel mantém a orientação de adotar critérios técnicos. Nesse cenário, antigos auxiliares que deixaram a administração para disputar as eleições e não foram eleitos poderão ser aproveitados, desde que tenham qualificação compatível com as funções disponíveis.
Um eventual retorno, entretanto, não representa necessariamente a retomada do cargo ocupado anteriormente. Esses nomes poderão atuar em outras funções, inclusive fora do primeiro escalão, conforme a experiência profissional e as necessidades da administração.
A revisão também alcança a área fiscal. O governo estuda medidas para ampliar a arrecadação por meio do combate à sonegação e da revisão de incentivos fiscais, além da possibilidade de eliminar privilégios.
Ainda não foram detalhados os benefícios que poderão ser alterados nem os instrumentos previstos para essas mudanças. A definição das propostas deverá esclarecer quais setores poderão ser atingidos e os efeitos esperados sobre as receitas estaduais.

