Nada é tão ruim que não pode piorar: Campo Grande decreta situação de epidemia de dengue

Se a questão da saúde pública em Campo Grande já estava ruim em razão da má gestão da prefeita Adriane Lopes (Patriota), agora deve piorar porque a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) decretou situação de epidemia de dengue devido à superlotação das unidades de saúde e da alta constante no número de casos prováveis e confirmados para a doença.

 

Para a Sesau, em Campo Grande está vivenciando uma epidemia por dois vírus, o da dengue, com mais de 4 mil casos suspeitos e com a epidemia do vírus sincicial respiratório, que tem afetado principalmente crianças. Cabe destacar que a preocupação sobre o avanço da doença.

 

O excesso de chuvas e agora o calor intenso exigem cuidados redobrados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, o aumento no número de casos de dengue, zika e chikungunya, sobretudo em suas formas graves.

 

É preciso redobrar a atenção, principalmente dentro dos lares, com a limpeza de locais que possam servir para armazenar os focos do mosquito. Levantamento da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da Secretaria Municipal de Saúde revela que 80% dos focos do mosquito ainda são encontrados dentro das residências.

 

Em Campo Grande, apenas nos três meses deste ano, mais de 2 mil casos de dengue já foram confirmados e 4 mil ainda estão em investigação. Conforme o boletim municipal, de janeiro a dezembro de 2022, foram registrados 8.321 casos confirmados de dengue e sete óbitos provocados pela doença, em Campo Grande.