O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu, nesta terça-feira (1º), o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, para a apresentação de um relatório técnico elaborado após uma expedição ao longo da Rota Bioceânica. O estudo faz parte do programa “Aduanas sem Fronteiras” e reúne um diagnóstico sobre a infraestrutura, a logística e os desafios operacionais do corredor internacional que ligará o Porto de Santos (SP) ao Porto de Antofagasta, no Chile, passando pelo Paraguai e pela Argentina.
O documento é resultado de uma missão de reconhecimento realizada pela Receita Federal ao longo do trajeto, com o objetivo de identificar pontos que precisam ser aprimorados para garantir maior eficiência ao comércio exterior e fortalecer a integração entre os países envolvidos no projeto.
Durante reunião em Campo Grande, o governador Eduardo Riedel destacou que o sucesso da Rota Bioceânica dependerá não apenas da conclusão das obras de infraestrutura, mas também da articulação entre os órgãos públicos dos quatro países participantes.
Segundo o governador, além das rodovias e pontes, é fundamental investir na integração entre instituições como os fiscos, as polícias e os órgãos de controle para assegurar agilidade, segurança e competitividade ao corredor logístico.
Riedel também ressaltou a importância do levantamento técnico realizado pela Receita Federal, afirmando que o relatório permitirá compreender melhor os desafios que ainda precisam ser superados para consolidar a operação da rota.
Robinson Barreirinhas afirmou que o Corredor Bioceânico é considerado uma prioridade estratégica do Governo Federal e destacou que a integração entre Receita Federal, Polícia Federal e demais instituições será decisiva para ampliar o comércio entre o Brasil e os países vizinhos.
De acordo com o secretário, a elaboração do relatório foi baseada em uma metodologia de diálogo com o setor produtivo. A equipe percorreu todo o trajeto até o Porto de Antofagasta para identificar gargalos e levantar informações que servirão de base para a construção de soluções voltadas às necessidades dos usuários da rota.
Barreirinhas ressaltou que a intenção é adaptar os procedimentos da Receita Federal para facilitar o fluxo de mercadorias, reduzindo entraves burocráticos e tornando o corredor mais competitivo.
Ele destacou ainda que a redução do tempo de transporte só produzirá resultados efetivos se vier acompanhada de maior integração aduaneira, mecanismos de rastreabilidade e sistemas que garantam segurança e previsibilidade às operações de comércio exterior.
Segundo o secretário, a Receita Federal já vem se preparando para esse novo cenário logístico e escolheu Campo Grande para a primeira apresentação pública do relatório por considerar Mato Grosso do Sul uma das principais portas de entrada da Rota Bioceânica e um ponto estratégico para a integração sul-americana.
Também participaram da reunião os secretários estaduais Artur Falcette (Semadesc), Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica) e Flávio César (Sefaz).
