A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido de liberdade da empresária Rossana Paroschi Jafar, presa desde 7 de julho durante a Operação Gutenberg, que apura um suposto esquema de corrupção com movimentação estimada em R$ 27 milhões. Na decisão, o juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, entendeu que a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e evitar a prática de novos crimes.
Texto reescrito:
O juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, negou o pedido de revogação da prisão preventiva da empresária Rossana Paroschi Jafar, investigada na Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A decisão mantém a empresária presa desde 7 de julho.
Ao rejeitar o pedido da defesa, o magistrado concluiu que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para preservar a ordem pública. Segundo a decisão, há elementos que justificam a manutenção da prisão preventiva.
“Medidas cautelares diversas da prisão não seriam suficientes para a hipótese em comento, já que nenhuma delas teria o condão de resguardar o meio social ou impedir que a requerente pratique novos delitos”, registrou o juiz.
A defesa argumentou que o Ministério Público Estadual já apresentou denúncia, sustentou a ausência de contemporaneidade dos fatos investigados e afirmou que não há mais necessidade da prisão preventiva. Os argumentos, contudo, foram rejeitados pela Justiça.
Na decisão, o juiz destacou que Rossana é apontada como uma das líderes da suposta organização criminosa, responsável por coordenar a atuação dos demais integrantes do grupo. Ela foi denunciada pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, e a denúncia já foi recebida pela 2ª Vara Criminal.
Ao todo, a ação penal reúne 17 réus. Entre os denunciados estão quatro integrantes da família Jafar: Rossana Paroschi Jafar, o empresário Giovanni Paroschi Jafar, a médica Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar, ex-servidor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), exonerado após a operação.
Também figura entre os investigados Rhayane Souza Fanaia, ex-esposa de Giovanni Jafar e primeira administradora formal da Editora Avante, empresa sediada em São Paulo apontada pelo Gaeco como o núcleo do suposto esquema. Conforme a investigação, a utilização de Rhayane na constituição da empresa teria servido para ocultar a participação da família Jafar no negócio.
Em nota, o advogado Fábio Ferraz, responsável pela defesa de Rossana Jafar, informou que analisa os fundamentos da decisão para definir as medidas judiciais cabíveis. Segundo ele, a empresária nega as acusações e sustenta que os fatos serão esclarecidos ao longo da instrução criminal.

