A proximidade do Dia dos Namorados e da Copa do Mundo de 2026 deve aquecer o comércio e o setor de serviços de Campo Grande, com expectativa de movimentar cerca de R$ 280 milhões. A estimativa é baseada em levantamento realizado com 290 consumidores entre os dias 26 e 29 de maio.
De acordo com a pesquisa, os consumidores pretendem dividir os gastos entre a compra de presentes para a data comemorativa e os preparativos para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira. O gasto médio previsto é de R$ 490 por pessoa.
Entre os produtos mais procurados estão roupas e acessórios nas cores do Brasil, apontados por 68% dos entrevistados. O estudo também identificou o interesse de casais em adquirir peças combinando para assistir às partidas, tendência que deve impulsionar ainda mais as vendas no período.
A experiência gastronômica aparece como opção para 21% dos consumidores. No entanto, a maioria dos casais, cerca de 58%, pretende celebrar a data em casa, conciliando um jantar especial com a torcida pela equipe brasileira. Com isso, a demanda por carnes, bebidas e itens para confraternizações domésticas tende a crescer.
O levantamento mostra diferenças no comportamento de consumo entre as regiões da cidade. Nos bairros de maior poder aquisitivo e na área central, como Centro, Prosa e Bandeira, a procura se concentra em vestuário, calçados, perfumaria e produtos de maior valor agregado. Já nas regiões do Anhanduizinho, Imbirussu, Lagoa e Segredo, supermercados, açougues e conveniências devem registrar aumento no fluxo de clientes.
As compras presenciais seguem como preferência da maior parte dos consumidores. Segundo a pesquisa, 71% dos entrevistados pretendem adquirir os produtos em lojas físicas, principalmente para evitar possíveis atrasos nas entregas durante o período da Copa do Mundo.
O Pix lidera entre as formas de pagamento. Aproximadamente 64% dos participantes afirmaram que pretendem pagar à vista por meio da modalidade, aproveitando descontos oferecidos pelos comerciantes.
Apesar da expectativa positiva para as vendas, o estudo também aponta um cenário de cautela. Cerca de 62% dos entrevistados disseram possuir algum tipo de conta em atraso, fator que pode influenciar as decisões de compra e levar parte dos consumidores a controlar melhor os gastos para evitar o aumento do endividamento.

