O empresário Jamil Name Filho é alvo de uma cobrança judicial de R$ 186 milhões apresentada por advogados contratados para atuar na disputa pela herança do pai, Jamil Name. Os profissionais afirmam que ele deixou de pagar os honorários previstos em um contrato de R$ 155 milhões.
A execução de título extrajudicial foi ajuizada na Justiça do Distrito Federal por Alexandre Fontoura, de Mato Grosso do Sul, e Leonardo Fernandes Ranna, do Distrito Federal. A contratação envolvia o ingresso de ações contra o irmão do empresário, o deputado estadual Jamilson Lopes Name (PP).
O acordo estabelecia a atuação em processos e procedimentos para preservar ou recuperar bens de Jamil Name Filho e de suas empresas. Também abrangia demandas relacionadas ao espólio de Jamil Name, a Tereza Laurice Domingos Name e às empresas mencionadas no documento.
Conforme as condições apresentadas na cobrança, os R$ 155 milhões seriam pagos em parcelas de aproximadamente R$ 19,3 milhões, com vencimentos previstos entre 10 de agosto de 2026 e 10 de fevereiro de 2028.
O contrato previa multa de 20% sobre o valor devido e juros de mora de 2% ao mês em caso de inadimplência. Ao recorrer à Justiça, os advogados passaram a cobrar R$ 186 milhões.
A ação foi protocolada em 25 de agosto de 2026. O pedido de execução busca o recebimento dos valores que os profissionais alegam não ter recebido pelos serviços contratados.
Preso desde outubro de 2019, no contexto da Operação Omertà, Jamil Name Filho está no Presídio Federal de Mossoró e acumula condenações que ultrapassam 80 anos de prisão.
Entre as penas estão 26 anos por ordenar o assassinato do estudante Matheus Coutinho Xavier e 21 anos e dez meses pelo homicídio de Marcel Hernandes Colombo, conhecido como Playboy da Mansão.
As demais condenações citadas são de 15 anos e quatro meses por extorsão armada, dez anos por organização criminosa e porte de armas e sete anos e seis meses por obstrução da Justiça.
