A Justiça manteve a prisão preventiva do empresário Jacob Meeuwis Breure, ex-diretor-presidente do Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, investigado por suspeita de comandar uma organização criminosa responsável pelo desvio de R$ 18 milhões da instituição.
A decisão da juíza May Melke Penteado Amaral Siravegna, do Núcleo de Garantias, foi publicada nesta segunda-feira (26) no Diário da Justiça. A defesa havia alegado problemas de saúde para solicitar a revogação da prisão ou a transferência do empresário para o regime domiciliar.
Ao analisar os pedidos, a magistrada rejeitou o relaxamento e a revogação da prisão preventiva, além da substituição por outras medidas cautelares. Na decisão, afirmou que a manutenção da custódia é necessária “para garantia da ordem pública e preservação da regularidade da persecução penal”.
A juíza também determinou que o presídio apresente informações sobre o acompanhamento médico de Breure e o fornecimento regular dos medicamentos necessários ao tratamento das enfermidades relatadas pela defesa. A unidade deverá assegurar atendimento adequado ao empresário durante a prisão.
Em 14 de outubro, Breure já havia tido um pedido de liberdade negado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Na ocasião, o juiz Alexandre Corrêa Leite rejeitou o habeas corpus apresentado em favor do investigado.
O ex-dirigente foi preso em 7 de outubro, durante a segunda fase da Operação Dirty Pix. A investigação apura suspeitas de desvios de recursos do hospital e aponta o empresário como responsável por liderar o suposto esquema.
O advogado Wellison Machiutti Hernandes, que representa Breure, informou que pedirá a reconsideração da decisão.
O empresário nega irregularidades na aplicação dos recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética, à realização de uma reforma e à compra de uma UTI móvel para a instituição.
