O governo dos Estados Unidos incluiu uma extensa área da fronteira de Mato Grosso do Sul entre as regiões brasileiras classificadas no nível mais elevado de risco para viagens. A recomendação aos cidadãos norte-americanos é que evitem locais situados em uma faixa de até 160 quilômetros das divisas do Brasil com Paraguai e Bolívia.
A orientação atinge principalmente municípios das regiões sul e oeste do Estado, incluindo Corumbá, Ladário, Porto Murtinho, Bela Vista, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Mundo Novo.
Na atualização do comunicado, o governo norte-americano passou a mencionar também o risco de sequestros no Brasil. O documento afirma que crimes violentos, entre eles homicídios, roubos à mão armada e furtos de veículos, podem ocorrer tanto durante o dia quanto à noite. A atuação de organizações criminosas relacionadas ao tráfico de drogas também é citada.
As áreas de fronteira receberam a classificação de nível 4, a mais alta da escala utilizada pelos Estados Unidos, acompanhada da orientação “não viaje”. Servidores do governo norte-americano precisam de autorização especial para ingressar nessas regiões.
O comunicado, porém, apresenta uma exceção ao mencionar o “Parque Nacional do Pantanal”. A referência é ao Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, localizado no município de Poconé, em Mato Grosso, e não a toda a área pantaneira.
Dessa forma, a exceção não significa que os destinos turísticos do Pantanal sul-mato-grossense estejam automaticamente fora da área de advertência. Corumbá e Ladário, por exemplo, permanecem dentro da faixa estabelecida pelo alerta.
A orientação também não abrange todo o território de Mato Grosso do Sul. Campo Grande está fora do raio de 160 quilômetros das fronteiras internacionais. Por outro lado, municípios que não estão exatamente na linha divisória podem ser alcançados pela distância considerada pelo governo norte-americano.
Recomendações para turistas
O alerta para o Brasil inclui ainda outras regiões consideradas de maior risco. No Distrito Federal, Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá aparecem entre os locais que devem ser evitados entre 18h e 6h.
Além das restrições geográficas, o governo dos Estados Unidos apresenta uma série de recomendações de segurança para seus cidadãos que pretendem visitar o Brasil.
Entre as orientações estão evitar favelas, inclusive em passeios acompanhados por guias turísticos, não utilizar ônibus municipais em determinadas situações, evitar praias após o anoitecer, não frequentar sozinho bares e casas noturnas e ter cautela em trilhas e áreas isoladas.
O comunicado também recomenda atenção com bebidas em locais públicos e cuidados ao marcar encontros por meio de aplicativos. Em casos de assalto, a orientação é não reagir.
Outra recomendação é que os viajantes mantenham contato frequente com familiares ou pessoas próximas, estabelecendo uma rotina de mensagens ou ligações durante a permanência no País.
Segundo o alerta, as medidas estão relacionadas à ocorrência de crimes como homicídios, roubos armados, furtos de veículos e sequestros, além da presença de organizações criminosas e de golpes em que vítimas podem ser dopadas para facilitar roubos ou outros crimes.
