A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) promete ser uma das mais acirradas das eleições de 2026. Pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência mostra atuais deputados tentando garantir a reeleição enquanto ex-prefeitos, vereadores, ex-secretários e outras lideranças aparecem competitivos e ameaçam mudar a composição do Legislativo estadual.
O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob os números MS-06560/2026 e BR-01882/2026, foi realizado entre os dias 23 e 27 de agosto, com 2 mil eleitores de 30 municípios de Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados dizem em quem pretendem votar sem receber uma lista de candidatos, alguns nomes aparecem em posição de destaque dentro dos respectivos partidos e federações.
Os números, contudo, representam intenção individual de voto e não podem ser convertidos diretamente em número de cadeiras, já que a eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional e depende também da votação total obtida pelos partidos e federações.
PL tem Paulo Corrêa na frente e forte disputa interna
No PL, o deputado estadual Paulo Corrêa aparece na liderança, com 2%, seguido por Márcio Fernandes, com 1,6%.
Na sequência, com 1,55% cada, aparecem os deputados Coronel David e Lucas de Lima, além do ex-prefeito de Aquidauana Odilon Ribeiro, que surge entre os nomes sem mandato mais competitivos da legenda.
Ana Portela, Gianni Nogueira, Sargento Betânia, Sargento Prates e Sindoley Moraes aparecem com 0,90% cada. Tony Gol e Wagner Higa têm 0,80%, enquanto o deputado Zé Teixeira registra 0,40% e Bruna Lopes, 0,30%.
O cenário revela uma disputa pesada dentro do partido, colocando parlamentares tradicionais frente a frente com candidatos que tentam conquistar espaço pela primeira vez na Alems.
Gerson Claro lidera bloco de União Brasil e PP
Na Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro, aparece na liderança, com 2,30%, o maior percentual entre os nomes do grupo.
Na sequência estão o deputado Jamilson Name e Marco Aurélio Santullo, ambos com 1,55%. O deputado Professor Rinaldo aparece com 1%.
Entre os nomes que buscam uma cadeira, o ex-secretário estadual Marcelo Miranda registra 0,80%, seguido pelo ex-prefeito de Ponta Porã Hélio Peluffo, com 0,40%.
A ex-deputada Dione Hashioka aparece com 0,35%, enquanto o veterano deputado Londres Machado tem 0,30%.
Julian Gaioso soma 0,20%; Jerson Domingos, 0,15%; Thalita Trindade, 0,10%; e Fabio Rocha, Fabrício Venturolli e Barbara Rezende aparecem com 0,05% cada.
Zeca lidera esquerda, mas Tiago Botelho e Luiza Ribeiro encostam
Na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, o deputado Zeca do PT aparece na primeira posição, com 1%.
Logo atrás está o professor Tiago Botelho, com 0,80%, seguido pela vereadora de Campo Grande Luiza Ribeiro, com 0,70%.
A deputada Gleice Jane soma 0,65%, enquanto o deputado Pedro Kemp aparece com 0,40%.
Sandra Maria e Luso Queiroz registram 0,25% cada; Josenildo Ceará tem 0,20%; e Lucia Helena e Adriane Quilombola aparecem com 0,05%.
Os números indicam que a federação também poderá viver uma disputa interna apertada entre deputados que buscam permanecer na Assembleia e nomes que tentam conquistar uma vaga.
Silvio Pitú e Cabo Almi entram forte na disputa do PSDB
Uma das brigas mais equilibradas aparece na Federação PSDB/Cidadania.
O deputado Pedro Caravina lidera com 1,70%, seguido pelo também deputado Paulo Duarte, com 1,50%.
Na sequência aparecem o vereador de Campo Grande Flávio Cabo Almi e o ex-secretário estadual Eduardo Rocha, ambos com 1,40%.
Outro vereador campo-grandense, Silvio Pitú, surge logo atrás, com 1,35%, colocando-se diretamente na disputa pelas primeiras posições da chapa.
O ex-prefeito de Três Lagoas Angelo Guerreiro registra 0,45%, enquanto a deputada Lia Nogueira aparece com 0,40%.
Adonis Marcos tem 0,35%, e Andreia Fim e Janete Córdoba aparecem com 0,10% cada.
Nesse grupo, a pesquisa evidencia justamente o confronto entre quem pretende permanecer na Alems e candidatos conhecidos regionalmente que tentam renovar a bancada.
Pedrossian Neto lidera Republicanos
No Republicanos, o deputado Pedro Pedrossian Neto aparece na frente, com 1,20%.
O vereador de Campo Grande Herculano Borges vem em seguida, com 0,90%, enquanto Bruno Ortiz registra 0,70%.
Entre os atuais deputados, Antonio Vaz aparece com 0,30% e Renato Câmara, com 0,20%.
Malu, Mãe do Juliano Varela, tem 0,15%; Chicão Viana e a vereadora de Três Lagoas Sayuri Baez aparecem com 0,10%; e Vanderson Cardoso e Zé Fernandes registram 0,05% cada.
Avante tem empate na liderança
No Avante, Dr. Ruy Costa e o vice-prefeito de São Gabriel do Oeste, Rogério Rohr, dividem a liderança, com 1% cada.
O deputado estadual Lídio Lopes aparece logo depois, com 0,80%.
Aurélio Bonatto, Glaucia Iunes e Oswaldo Meza registram 0,60% cada. Miltão, Sidcley Brasil, Pastora Bárbara e Léia Borges aparecem com 0,05%.
A posição de Rohr e Ruy Costa à frente de um parlamentar que busca permanecer na Assembleia reforça o grau de imprevisibilidade da disputa dentro da legenda.
André Puccinelli lidera MDB
No MDB, quem aparece na frente é o ex-governador André Puccinelli, com 0,80%.
O deputado estadual Junior Mochi vem na sequência, com 0,65%, praticamente empatado com a ex-prefeita de Naviraí Rhaíza Matos, que registra 0,60%.
Marquinhos Garcia aparece com 0,15%. João Trindade, Adilson Oliveira, Fátima Barbosa, Neza Leite e Daniel Castro têm 0,05% cada.
Metade do eleitorado ainda não aponta candidato
Apesar da movimentação das campanhas, a pesquisa mostra que a corrida pela Assembleia Legislativa permanece bastante aberta.
Os votos brancos e nulos somam 24%, enquanto outros 26,15% não sabem ou não responderam. Juntos, esses dois grupos representam 50,15% dos entrevistados, percentual muito superior ao alcançado individualmente por qualquer candidato.
Segundo o Instituto Ranking Brasil Inteligência, os demais partidos e federações não tiveram citações suficientes, neste levantamento, para alcançar patamar que indicaria competitividade por cadeira na Assembleia.
O cenário mostra que, embora alguns deputados estejam bem posicionados para tentar renovar seus mandatos, vereadores, ex-prefeitos, ex-secretários e outras lideranças aparecem em condições de ameaçar a composição atual da Alems.
Com pouco mais de um mês até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a pergunta sobre quem entra e quem sai da Assembleia Legislativa continua longe de uma resposta definitiva. A quantidade de eleitores ainda sem candidato consolidado mostra que boa parte das 24 vagas segue efetivamente em disputa.
