Os titulares de cartório lideram o ranking das profissões com maior patrimônio médio declarado no Imposto de Renda em Mato Grosso do Sul, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal com base nas declarações referentes ao ano-base de 2025. O levantamento mostra que carreiras ligadas ao sistema de Justiça e a atividades delegadas pelo poder público concentram os maiores volumes de riqueza declarada no Estado.
Segundo o painel da Receita Federal, os titulares de cartório apresentam patrimônio médio de R$ 4 milhões. Na sequência aparecem os membros do Ministério Público, com média de R$ 3,4 milhões, e os integrantes do Judiciário, com R$ 3,1 milhões em bens declarados.
O levantamento evidencia que as maiores médias de patrimônio estão concentradas em ocupações com forte vínculo ao setor público ou a atividades reguladas pelo Estado, caracterizadas por estabilidade e modelos específicos de remuneração.
Além das carreiras jurídicas, o ranking inclui produtores agropecuários, com patrimônio médio de R$ 2,4 milhões, médicos e advogados públicos, ambos com média de R$ 1,2 milhão. Também figuram entre as ocupações com maior patrimônio dirigentes de empresas industriais (R$ 1 milhão), terapeutas ocupacionais (R$ 900 mil), advogados (R$ 800 mil) e servidores do Executivo federal (R$ 700 mil).
A relação acompanha, em grande parte, o cenário observado anteriormente pela Receita Federal em relação às ocupações com maiores rendimentos declarados, embora o estudo tenha foco na riqueza acumulada e não na renda anual.
Os dados fazem parte de uma ferramenta disponibilizada pela Receita Federal que permite consultar informações das declarações do Imposto de Renda por ocupação, faixa de renda, idade, sexo e unidade da federação. O painel considera apenas contribuintes obrigados a apresentar a declaração, não abrangendo trabalhadores isentos.
A Receita ressalta que os números representam o patrimônio oficialmente informado pelos contribuintes, incluindo imóveis, aplicações financeiras, participações societárias e outros bens. O levantamento, portanto, não mede salários ou remuneração atual, mas sim o patrimônio acumulado declarado ao Fisco.
O resultado reforça a concentração de patrimônio em carreiras ligadas ao Estado, ao sistema de Justiça e a atividades exercidas por delegação do poder público, embora empresários, produtores rurais e profissionais liberais também apareçam entre as ocupações com maiores médias de bens declarados.
