As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Sinop e incluem 13 mandados de prisão, 19 de busca e apreensão, além de 58 medidas cautelares. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 9,3 milhões em ativos financeiros dos investigados.
De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, a organização criminosa utilizava empresas formalmente constituídas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Entre os estabelecimentos investigados está um supermercado localizado no município de Cláudia (MT), apontado como parte do esquema financeiro da facção.
Ao todo, 31 pessoas físicas e duas empresas são investigadas por envolvimento direto ou indireto com a organização. As investigações apontam que parte dos recursos obtidos com a comercialização de drogas em Mato Grosso era transferida para o Rio de Janeiro por meio de uma estrutura criada para movimentar e ocultar os lucros da atividade criminosa.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em 2025, após a prisão em flagrante de dois integrantes da facção em Cláudia. Desde então, outras operações foram realizadas contra o grupo. Em março deste ano, a Operação Aurora Fronteiriça apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base. Já em maio, durante a Operação Vinculum Sanguinis, foram apreendidos 25 quilos de pasta base de cocaína, R$ 169 mil em espécie e mais de R$ 3 milhões em bens e valores foram sequestrados judicialmente, além da prisão em flagrante de três suspeitos.
Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram uma estrutura financeira voltada exclusivamente à ocultação e movimentação dos recursos obtidos com o tráfico. A terceira fase da Operação Fluxo Oculto tem como foco o rastreamento do patrimônio dos investigados e a descapitalização da organização criminosa.
As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas durante o cumprimento das medidas judiciais.

