O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido liminar para suspender o julgamento do empresário Arthur Torres Rodrigues Navarro, de 35 anos, acusado pela morte do motoentregador Hudson de Oliveira Ferreira, de 39 anos.
Com a decisão, a juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, manteve a audiência de instrução e julgamento marcada para a próxima quinta-feira (11).
O Ministério Público Estadual denunciou o empresário por homicídio culposo na direção de veículo automotor, por não prestar socorro à vítima e por retirar o veículo do local do acidente. O órgão também pede indenização de R$ 500 mil.
O caso ocorreu em 22 de março de 2024, na Rua Antônio Maria Coelho, no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande.
Segundo a denúncia, Navarro dirigia o Porsche Cayenne a cerca de 89 km/h quando atingiu a motocicleta. O Ministério Público afirma que o motorista deixou o local sem prestar socorro e depois procurou uma oficina mecânica para eliminar vestígios do acidente. O empresário tornou-se réu em março do ano passado.
Em depoimento à Polícia Civil, Navarro afirmou que não percebeu o atropelamento e que só tomou conhecimento do acidente no dia seguinte, ao notar danos no veículo.
Acordo recusado e histórico do réu
O Ministério Público informou que não ofereceu acordo ao acusado, sustentando que as atitudes adotadas após o acidente demonstrariam “total indiferença” em relação à vida humana.
A viúva de Hudson, Kelly Ferreira, espera que o empresário seja condenado e cita um episódio anterior envolvendo Navarro. Em 2014, ele se envolveu em outro atropelamento de motociclista, que sofreu ferimentos graves, mas sobreviveu.
