A senadora Soraya Thronicke enfrenta um cenário desfavorável na corrida pela reeleição ao Senado em Mato Grosso do Sul. Além de aparecer atrás de adversários em levantamentos recentes de intenção de voto, ela também lidera o índice de rejeição entre os pré-candidatos ao cargo no Estado.
Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Referencial (IPR) aponta que 15,05% dos entrevistados afirmaram não votar em Soraya “de jeito nenhum”. O percentual é o maior entre os nomes avaliados na pesquisa.
A rejeição à parlamentar é mais intensa entre eleitores identificados com a direita. Eleita em 2018 com forte associação ao então presidente Jair Bolsonaro, Soraya rompeu politicamente com o grupo bolsonarista nos anos seguintes e passou a assumir posições críticas ao ex-presidente e seus aliados.
Na disputa deste ano, a senadora deve integrar a principal chapa ao Senado alinhada ao campo da esquerda em Mato Grosso do Sul, ao lado do deputado federal Vander Loubet, que aparece como o terceiro nome mais rejeitado no levantamento.
O segundo maior índice de rejeição é do ex-deputado Capitão Contar, do PL, com 12,76%. Ligado ao bolsonarismo no Estado, ele concentra resistência principalmente entre eleitores de esquerda.
Na sequência aparecem o senador Nelsinho Trad, com 8,04%; o ex-governador Reinaldo Azambuja, com 5,99%; Beto do Movimento (Psol), com 5,36%; o deputado federal Marcos Pollon, com 3,57%; e Daniel Júnior (Agir), com 2,55%.
Entre os entrevistados, 17,73% disseram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados. Outros 8,80% afirmaram rejeitar todos os pré-candidatos. Já 1,91% declararam intenção de votar em branco ou anular o voto, enquanto 5,87% não souberam ou preferiram não responder.
Soraya aparece em quinto lugar nas intenções de voto
Na pesquisa de intenção de voto para o Senado, Soraya Thronicke aparece na quinta colocação, com 8,74% das citações.
A liderança é do ex-governador Reinaldo Azambuja, com 20,03%, seguido de Capitão Contar, com 16,52%, ambos do PL. Na terceira posição aparece Nelsinho Trad, do PSD, com 15,69%. Vander Loubet soma 9,25%.
O levantamento foi realizado entre os dias 27 de abril e 1º de maio. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Mudança política ampliou resistência
Desde a mudança de posicionamento político ocorrida a partir de 2020, Soraya Thronicke passou a enfrentar reações negativas em eventos públicos em Mato Grosso do Sul. Em algumas ocasiões, a senadora foi alvo de vaias por parte de militantes de direita, como ocorreu durante apresentação da banda Roupa Nova em 2025.
Além de integrar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a parlamentar também passou a fazer críticas públicas ao bolsonarismo, o que provocou desgaste junto a setores conservadores do eleitorado sul-mato-grossense — grupo que teve papel importante em sua eleição ao Senado em 2018.

