Mesmo sem reajustes nas refinarias, o preço da gasolina em Campo Grande voltou a subir pela quarta semana consecutiva. Levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aponta que, desde o fim de fevereiro, o valor médio do combustível na Capital aumentou 46 centavos.
No dia 28 de fevereiro, quando tiveram início os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o preço médio da gasolina comum nos 23 postos pesquisados era de R$ 5,89. Já neste sábado (28 de março), o valor médio chegou a R$ 6,35 após sucessivos reajustes aplicados por distribuidoras e revendedores.
O avanço representa alta de 7,8% em cerca de um mês, mesmo sem mudanças nos preços praticados pelas refinarias. Como a gasolina tem peso relevante nos índices inflacionários, a elevação deve impactar o cálculo da inflação oficial de março.
Além da alta, a diferença de preços entre os postos também diminuiu, indicando menor competitividade. No fim de fevereiro, os valores variavam entre R$ 5,65 e R$ 6,09 — uma diferença de 44 centavos. Agora, os preços vão de R$ 6,15 a R$ 6,52, com variação reduzida para 37 centavos.
O aumento mais expressivo ocorreu na última semana. No levantamento anterior, divulgado em 21 de março, o preço médio era de R$ 6,19. Em sete dias, houve acréscimo de 16 centavos — acima da média das semanas anteriores, que girava em torno de 10 centavos.
Movimento semelhante foi registrado em outras capitais do país. Ainda assim, Campo Grande deixou de ocupar o posto de gasolina mais barata entre as capitais, posição agora ocupada por Goiânia, onde o preço médio está em R$ 6,31. Na capital goiana, a diferença entre o menor e o maior valor chega a 72 centavos, superior à variação observada na Capital sul-mato-grossense.
Em São Paulo, a disparidade é ainda maior. Pesquisa da ANP em 210 postos encontrou preços entre R$ 5,89 e R$ 8,49, uma diferença de R$ 2,60 ao consumidor.
A trajetória de alta vem desde o fim de 2025. Em 27 de dezembro, o preço médio da gasolina em Campo Grande era de R$ 5,78. Desde então, o aumento acumulado é de 57 centavos, ou 9,8%.
No início deste ano, houve elevação de 10 centavos no ICMS sobre a gasolina nos estados. Em tese, esse impacto seria compensado por uma redução de 14 centavos por litro anunciada posteriormente. Na prática, porém, os preços subiram após o reajuste do imposto e não recuaram com a redução.
Etanol também sobe
O etanol seguiu a mesma tendência de alta. Nos últimos 30 dias, o preço médio passou de R$ 4,18 para R$ 4,31 nos postos de Campo Grande — aumento de 13 centavos.
No fim de fevereiro, o biocombustível era vendido entre R$ 4,03 e R$ 4,29. Já neste sábado, os preços variam de R$ 4,15 a R$ 4,48, acompanhando o movimento de elevação observado nos demais combustíveis.
