Declaração favorável ao fim da escala pode influenciar bancada de MS; senadores discutem emendas para flexibilizar jornada
A mudança de posição de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o fim da escala 6×1 pode influenciar os votos de Tereza Cristina (PP) e Nelsinho Trad (PSD) no Senado. Com votação prevista para esta quarta-feira, a proposta chega ao plenário em meio à disputa presidencial e à articulação por mudanças no texto aprovado pela Câmara.
Candidato à Presidência, Flávio declarou no segundo turno que votará a favor do fim da escala. Caso acompanhe essa posição, Tereza mudará o entendimento adotado na Comissão de Constituição e Justiça, onde votou contra a matéria.
Nelsinho ainda não anunciou oficialmente como votará. Nesta terça-feira, reconheceu o desgaste físico e emocional provocado pela falta de descanso, mas também defendeu atenção aos impactos sobre quem gera emprego e renda, especialmente micro e pequenos empresários. Soraya Thronicke (PSB), por sua vez, já declarou voto contrário ao projeto.
A expectativa da oposição é aprovar a proposta em primeiro turno nesta quarta-feira e deixar a segunda votação para depois do segundo turno das eleições. Parte dos senadores que antes resistiam à mudança agora sinaliza apoio, mas pretende apresentar emendas para ampliar a negociação entre trabalhadores e empregadores.
Em maio, Tereza e Nelsinho assinaram uma proposta de Rogério Marinho que prevê um modelo flexível, com contratação por hora e remuneração e direitos proporcionais à jornada. O texto abre espaço para negociação direta entre empregado e empregador.
A proposta aprovada na Câmara estabelece redução da jornada sem corte salarial. Pela transição prevista, a carga semanal passa de 44 para 42 horas em dois meses e chega a 40 horas em 12 meses, com dois dias de descanso.
