Gestão também anuncia equipe de coleta laboratorial após denúncias de sobrecarga de enfermeiros e técnicos
A Santa Casa de Campo Grande passará por auditoria para tratar do pagamento de R$ 32 milhões em salários atrasados de médicos. A medida ocorre enquanto a gestão provisória negocia com sindicatos soluções para as pendências financeiras e as reclamações sobre condições de trabalho no hospital.
O gestor provisório Luiz Alberto Kanamura afirmou que as reuniões com representantes dos médicos e da enfermagem têm avançado. “Os dois sindicatos nos receberam bem e foram propositivos em termos de resolução; ou seja, estamos todos no mesmo barco”, declarou.
Na enfermagem, Kanamura atribuiu a sobrecarga à transferência de tarefas antes executadas por um laboratório contratado. Com o encerramento do contrato, enfermeiros e técnicos passaram a assumir atividades como a coleta de material para exames.
Segundo o gestor, uma negociação com outro laboratório permitirá a implantação de uma equipe específica para as coletas, sem envolver os profissionais da enfermagem. Ele afirmou que o sindicato já foi informado da medida.
As condições de trabalho foram discutidas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Área de Enfermagem (Siems) com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) em 5 de outubro.
Além das atividades laboratoriais, o sindicato denunciou que a enfermagem vinha realizando o transporte de pacientes, tarefa atribuída aos maqueiros. Conforme a entidade, houve casos de profissionais suspensos por se recusarem a executar essa função.
