Soraya Thronicke, os irmãos Fábio e Marquinhos Trad, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende chegam às urnas com novas legendas ou alianças.
A menos de duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, políticos conhecidos do eleitor sul-mato-grossense disputam a eleição de 2026 em partidos ou campos políticos diferentes daqueles aos quais estiveram ligados em campanhas anteriores. As mudanças são mais visíveis nas trajetórias de Soraya Thronicke e dos irmãos Fábio e Marquinhos Trad, mas também alcançam deputados federais da bancada de MS.
Eleita senadora em 2018 na onda que levou Jair Bolsonaro à Presidência, Soraya Thronicke rompeu com o ex-presidente. Após passar pelo Podemos, está no PSB, legenda pela qual tenta a reeleição. O cadastro do Senado confirma sua filiação atual.
Na família Trad, a mudança aproximou dois irmãos do bloco partidário do presidente Lula. Fábio Trad, que deixou o PSD e ingressou no PT, concorre ao Governo de Mato Grosso do Sul. Marquinhos Trad, ex-prefeito de Campo Grande, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PV, partido que integra a Federação Brasil da Esperança com PT e PCdoB.
A troca de legenda também aparece na bancada federal. Dagoberto Nogueira, durante anos associado ao PDT, exerce hoje o mandato pelo PP. Geraldo Resende, cuja trajetória inclui uma longa passagem pelo PSDB, está no União Brasil. Os registros da Câmara confirmam as filiações atuais dos dois deputados.
As trajetórias mostram movimentos distintos: rompimento político, aproximação de outro campo eleitoral e mudança de legenda. Para o eleitor, a comparação vai além da sigla impressa na urna. Inclui as posições defendidas por cada candidato em eleições passadas, suas alianças atuais e a atuação durante os mandatos.

