Estado alcança US$ 1,3 bilhão em vendas ao exterior em julho; mercado chinês responde por 42,9% dos embarques e amplia peso sobre soja, celulose e carne bovina
Mato Grosso do Sul alcançou em julho o maior volume mensal de exportações de sua história, com US$ 1,3 bilhão em mercadorias comercializadas no exterior. O desempenho foi puxado principalmente pela China, que ampliou sua participação e respondeu sozinha por 42,9% de tudo o que o Estado vendeu para outros países no período.
As compras chinesas somaram US$ 542,8 milhões, avanço de US$ 10,7 milhões em relação a junho. A participação da China na pauta estadual também cresceu dois pontos percentuais, reforçando a dependência do comércio exterior sul-mato-grossense em relação à maior economia asiática.
O resultado de julho ultrapassou os dois recordes mensais anteriores. Em maio de 2023 e junho deste ano, as exportações haviam ficado próximas de US$ 1,2 bilhão.
EUA ficam em segundo lugar mesmo com novas tarifas
O recorde ocorreu em meio a mudanças no comércio internacional e à entrada em vigor de tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Apesar do novo cenário, os norte-americanos continuaram como o segundo principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, com compras de US$ 83 milhões, correspondentes a 6,6% das vendas estaduais ao exterior.
A celulose teve papel importante na manutenção desse mercado. O produto, assim como a carne bovina, ficou fora do alcance das tarifas adicionais anunciadas pelo governo de Donald Trump.
Depois dos Estados Unidos aparecem os Países Baixos, com US$ 61,8 milhões; Itália, com US$ 56,4 milhões; e Índia, com US$ 40,1 milhões.
Países Baixos e Itália concentraram boa parte das compras na celulose produzida no Estado, enquanto a Índia teve como destaque gorduras e óleos vegetais.
China domina soja, celulose e carne de MS
Mais do que liderar o ranking geral, a China foi o principal comprador dos três produtos de maior peso na pauta exportadora sul-mato-grossense.
Somente em soja, os chineses compraram US$ 261,3 milhões em julho. Na celulose, foram outros US$ 193,5 milhões.
A China também liderou as compras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, movimentando US$ 74,5 milhões.
Os números mostram como o desempenho externo de Mato Grosso do Sul está diretamente relacionado ao agronegócio e à expansão da indústria de base florestal, especialmente com o crescimento da produção de celulose no Estado.
A Itália apareceu como segundo maior destino da celulose sul-mato-grossense, com US$ 46,8 milhões em negócios.
Já a Índia adquiriu US$ 33,8 milhões em gorduras e óleos vegetais, evidenciando também o avanço internacional de produtos derivados do processamento agrícola.
Outros mercados asiáticos vêm aumentando sua presença. Bangladesh comprou US$ 27 milhões em mercadorias produzidas no Estado, enquanto as exportações para o Vietnã chegaram a US$ 23 milhões, com destaque para a soja.
Com US$ 1,3 bilhão exportados em apenas um mês, Mato Grosso do Sul estabelece um novo patamar para seu comércio exterior. Ao mesmo tempo, os números deixam evidente o peso da China: de cada US$ 100 exportados pelo Estado em julho, quase US$ 43 tiveram como destino o mercado chinês.

