As investigações sobre a apreensão de 189 quilos de ouro transportados em um jatinho ligado a um empresário brasileiro avançaram na Bolívia. De acordo com autoridades do país, a carga, avaliada em mais de R$ 120 milhões, foi extraída de uma mina localizada no departamento de La Paz e permanece sob custódia do Ministério Público boliviano.
A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Cidadã de Santa Cruz, coronel Jorge Santisteban. Apesar da confirmação da origem do minério, as autoridades mantêm em sigilo a localização exata da mina. O Banco Central da Bolívia informou que não divulgará detalhes enquanto as investigações estiverem em andamento.
A apreensão ocorreu em 22 de julho, no Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. Um homem de 22 anos foi preso em flagrante após ser encontrado com quatro malas contendo 77 barras de ouro. A identidade do suspeito não foi divulgada.
Destino seria Dubai
Segundo a polícia boliviana, o carregamento tinha como destino final Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um dos principais polos mundiais de comercialização de ouro e outros metais preciosos.
A Aduana Nacional da Bolívia informou que os responsáveis pela carga não apresentaram a autorização necessária para exportação do minério nem registraram a operação nos sistemas oficiais de comércio exterior. Além disso, um dos documentos apresentados foi considerado inválido pelos órgãos responsáveis pela fiscalização mineral.
O caso ganhou repercussão no Brasil após a identificação da aeronave de prefixo PS-ZRZ, pertencente ao empresário Valdir José Zorzo, proprietário do Grupo Dallas, empresa sediada em Mato Grosso do Sul.
Defesa nega envolvimento
Em nota, o Grupo Dallas afirmou que a aeronave é de uso exclusivamente particular, que Valdir José Zorzo não estava a bordo no momento da ocorrência e que não autorizou qualquer operação irregular.
A empresa também contestou a informação de que o avião teria sido apreendido, afirmando que a aeronave permanece em território brasileiro e não foi alvo de medida judicial. Segundo o comunicado, o empresário tomou conhecimento do caso por meio da imprensa, determinou a abertura de uma apuração interna, preservou todos os registros relacionados à aeronave e colocou a empresa à disposição das autoridades brasileiras e bolivianas para colaborar com as investigações.
Por fim, o Grupo Dallas reiterou que repudia qualquer prática ilícita e informou que novas manifestações serão feitas apenas no momento oportuno, em respeito ao sigilo das investigações.
