A prisão ocorreu após denúncia anônima que levou equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) até o imóvel, no Bairro Aero Rancho. No local, os policiais localizaram a peça — embalada em plástico — e, durante vistoria, apreenderam porções de maconha e comprimidos de ecstasy, droga sintética conhecida como “bala”.
Segundo a polícia, a quantidade de entorpecentes, a forma de armazenamento e as circunstâncias da apreensão indicam possível comercialização, o que motivou a autuação por tráfico de drogas. Thiago também foi enquadrado por receptação, já que estava com um objeto de origem ilícita.
Após a prisão, ele foi encaminhado à delegacia, onde o flagrante foi formalizado. O suspeito permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia.
A defesa contesta a acusação de tráfico. Ao Campo Grande News, o advogado Cleiton Lopes afirmou que havia apenas pequena quantidade de maconha e que o material seria destinado ao consumo pessoal. “Ele disse que era para uso próprio”, declarou.
Ainda conforme o advogado, Thiago relatou ter comprado a estátua por R$ 200, sem saber que se tratava de produto de furto. Segundo a defesa, a negociação teria sido rápida, e o cliente não soube informar quem fez a venda nem apresentar detalhes sobre a origem da peça.
A estátua pertence à hamburgueria Safári Burguer, fica na região central da Capital, pesa cerca de 150 quilos e está avaliada em aproximadamente R$ 10 mil. O furto ocorreu na madrugada de sexta-feira (24), quando quatro pessoas usaram uma picape Ford Pampa para retirar o objeto do local.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação do grupo, que agiu rapidamente para colocar a peça no veículo e deixar a área. A polícia investiga a participação de outros envolvidos no furto e tenta identificar os responsáveis pela subtração e eventual venda da estátua.
Após recuperar o objeto, o proprietário do estabelecimento informou que pretende reinstalar a peça no local. A hamburgueria também anunciou recompensa de um ano de hambúrguer grátis — limitada a três por mês — a quem fornecer informações que levem à identificação dos autores do crime.
O caso segue em investigação.

