O deputado federal Alfredo Gaspar (PL) informou que realizou exame de DNA com o objetivo de rebater uma acusação de estupro de vulnerável atribuída a ele durante os desdobramentos da CPI do INSS, no fim de março deste ano. A denúncia foi mencionada pela senadora Soraya Thronicke (PSB).
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar mostrou o momento da coleta do material genético, realizada na Polícia Científica de Alagoas. Segundo ele, a iniciativa ocorreu após ser desafiado publicamente a comprovar sua inocência.
“Estou aqui por livre e espontânea vontade. Pedi ordem judicial para fazer essa coleta”, afirmou Gaspar, destacando que o exame foi conduzido em órgão público.
O deputado também declarou que as acusações surgiram em meio ao relatório final da CPI, no qual ele pediu o indiciamento e a prisão de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suposto envolvimento em um esquema de fraudes no INSS. Gaspar classificou as denúncias como “covardes” e negou qualquer irregularidade.
Entenda o caso
A senadora Soraya Thronicke e o deputado federal Lindbergh Farias (PT) afirmaram ter recebido o relato de uma jovem que alegava ter sido vítima de abuso na infância, apontando Gaspar como autor. Apesar da posterior negativa da suposta vítima, a acusação foi reiterada no mesmo dia em que seria apresentado o relatório final da CPI.
Na ocasião, o parecer acabou sendo rejeitado pelos membros da comissão, com voto favorável da senadora, o que impediu o indiciamento do filho do presidente.
Soraya declarou que solicitou a realização do exame de DNA como forma de esclarecimento dos fatos e afirmou que pedirá desculpas caso a inocência do deputado seja comprovada.

