Postos de combustíveis localizados no anel viário de Campo Grande estão sendo monitorados pelo Procon-MS para verificar se a redução no preço do diesel, decorrente de subsídios adotados pelos governos federal e estadual, está sendo repassada ao consumidor.
De acordo com levantamento do órgão, foram identificadas variações nos preços do Diesel S10 conforme a forma de pagamento — dinheiro, débito ou crédito. O litro do combustível foi encontrado entre R$ 7,09 e R$ 7,59, o que representa uma diferença de 7,05%. No caso do Diesel S500, a maior variação ocorreu nas compras no crédito, com índice de 6,44%. O preço médio registrado nas bombas foi de R$ 7,20.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de abril e complementa um levantamento anterior feito em postos distribuídos nas sete regiões da cidade. Ao todo, seis estabelecimentos situados nas principais saídas da capital estão sendo acompanhados.
Outros combustíveis também entraram no monitoramento. O etanol apresentou variação de 4,66% para pagamentos em dinheiro ou débito, enquanto a gasolina teve oscilação de 3,78% nas transações realizadas no crédito.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida prevê uma subvenção total de R$ 1,20 por litro de diesel, sendo R$ 0,60 custeados pelo governo federal e R$ 0,60 pelos estados. A participação estadual será proporcional ao consumo de diesel em cada unidade da federação, conforme critérios definidos entre os entes.
A proposta estabelece que o subsídio terá duração máxima de dois meses, com o objetivo de manter o caráter emergencial da iniciativa e evitar impactos fiscais permanentes. Os valores e condições seguem parâmetros discutidos em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) no fim de março.
Também foi definido que as cotas dos estados que optarem por não aderir à medida não serão redistribuídas entre os participantes, preservando o equilíbrio federativo. Até o momento, mais de 80% dos estados já sinalizaram adesão à política em parceria com o governo federal.
