Levantamento do Procon de Mato Grosso do Sul aponta que os preços dos combustíveis apresentaram variações de até 11,83% em abril, em Campo Grande. A pesquisa avaliou 35 postos de abastecimento, distribuídos nas sete regiões da cidade, com cinco estabelecimentos analisados em cada área. As maiores diferenças de preços foram observadas nas compras realizadas no cartão de crédito.
Na região do Imbirussu, foram encontrados os valores mais elevados da gasolina, com média de R$ 6,63 no crédito e R$ 6,47 no débito. O maior preço identificado foi de R$ 7,09 no crédito e R$ 6,79 no débito. Ainda assim, ao considerar o menor valor para abastecimento de 50 litros, a mesma região pode proporcionar economia de até R$ 37,50 para pagamentos no crédito.
A menor variação no preço da gasolina foi registrada na região do Segredo, com oscilação de apenas 0,31% no pagamento em dinheiro ou débito, onde o litro foi encontrado a R$ 6,49, em média.
Entre os demais combustíveis, o etanol apresentou variações de 10,74% na região do Lagoa, 9,55% no Anhanduizinho, 7,32% no Segredo e 6,99% no Bandeira. Já a gasolina também teve variação de 7,95% na região do Prosa. O diesel S10 registrou oscilação de 9,53% na área central.
Comparação com março
Na comparação entre março e abril, considerando os menores preços praticados, o diesel S500 teve aumento de 21,37% na região do Bandeira. No caso da gasolina, as maiores altas ocorreram nas compras a crédito, com destaque para as regiões do Lagoa (6,70%) e do Segredo (6,24%).
O etanol apresentou variação de 4,80% na região do Prosa, enquanto o GNV teve alta de 4,77% na região central.
O levantamento considerou cinco tipos de combustíveis comuns: gasolina, etanol, diesel S500, diesel S10 e GNV, analisando tanto pagamentos à vista quanto no crédito.
Impacto na inflação
Após registrar uma das menores inflações do país em fevereiro, Campo Grande teve aceleração no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em março, que fechou em 0,93%, acima dos 0,18% do mês anterior. O resultado também ficou ligeiramente acima da média nacional, que foi de 0,88%.
O principal impacto veio do grupo Transportes, que avançou 2,15% e respondeu por 0,47 ponto percentual do índice geral. Entre os itens que mais influenciaram estão o óleo diesel, com aumento de 14,05%, a gasolina, com alta de 4,59%, e o transporte rodoviário interestadual, que subiu 4,45%.
Mesmo com variação menor em relação a outros itens, a gasolina teve o maior peso individual na composição do índice, devido à sua relevância no orçamento das famílias.

