O empresário Giovanni Paroschi Jafar se apresentou voluntariamente na tarde desta terça-feira (14) à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), em Campo Grande, para cumprir o mandado de prisão expedido contra ele no âmbito da Operação Gutenberg. A investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) apura um suposto esquema de fraudes na venda de livros paradidáticos a prefeituras de Mato Grosso do Sul.
Giovanni é filho da cirurgiã-dentista Rossana Paroschi Jafar, apontada pelo Ministério Público como a principal articuladora da organização criminosa investigada.
Segundo boletim de ocorrência, o empresário chegou à delegacia acompanhado da advogada Fabiana Roberta Marinho Varela Trad. Durante a apresentação, entregou receita médica e os medicamentos que utiliza regularmente para que o tratamento seja mantido durante o período de custódia. A audiência de custódia está marcada para esta quarta-feira (15).
De acordo com as investigações do Gaeco, Giovanni, a mãe Rossana e os irmãos Felipe e Olívia Paroschi Jafar seriam os verdadeiros controladores da Editora Avante (Souza e Fanaia), empresa que, conforme o Ministério Público, sucedeu a Gráfica e Editora Alvorada, envolvida na Operação Lama Asfáltica.
Os investigadores sustentam que, após a morte de Mirched Jafar, em 2021, a família manteve o mesmo modelo de atuação por meio da nova empresa. Ainda conforme o relatório, a ex-nora de Rossana, Rhayane Souza Fanaia, figurava formalmente como proprietária da Editora Avante, mas exercia apenas a função de “testa de ferro”, sem participação efetiva na administração do negócio.
As apurações também apontam que Giovanni e o irmão Felipe são sócios da Gráfica e Editora CGR, instalada no mesmo endereço onde funcionava a antiga Alvorada. Para o Gaeco, a empresa era utilizada para receber repasses financeiros da Editora Avante, com o objetivo de ocultar o destino dos recursos e dificultar o rastreamento das movimentações financeiras atribuídas ao grupo investigado.
