O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) protagonizou uma discussão em um grupo de WhatsApp neste fim de semana que terminou com a publicação de mensagens consideradas homofóbicas contra um eleitor. A troca de ofensas ocorreu após o parlamentar comentar a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Na conversa, Rodolfo compartilhou um vídeo afirmando que, depois da derrota do Brasil, agora entraria em campo para “varrer o PT do Brasil”. A publicação provocou a reação de um integrante do grupo, que criticou a atuação política do deputado.
“Você teve quatro anos para fazer alguma coisa e não fez nada. Fica com essa conversinha de que vai varrer. Vai varrer o quê? Você não representa ninguém”, afirmou o eleitor.
Em resposta, o deputado publicou a imagem de um veado acompanhada da frase “Calma, viadinho”. Em seguida, enviou outra figurinha com a mensagem: “Petista, um minuto antes de publicar sua opinião”, fazendo referência ao crítico.
O bate-boca continuou por meio de áudios. O eleitor voltou a atacar o parlamentar, afirmando ter sido um dos apoiadores que se sentiu enganado.
“Quem está falando aqui é um eleitor que foi iludido por você. Você fica mamando na teta e acha que vai continuar mais quatro anos. Você é pilantra”, disse.
Rodolfo rebateu chamando o interlocutor de pilantra e voltou a utilizar expressões de cunho homofóbico. Em outra mensagem, perguntou: “Ficou brava?” e publicou novamente a imagem de um veado. Na sequência, enviou outra figurinha com a frase “O viadim engraçado”.
Durante a discussão, o eleitor ainda criticou a atuação política do deputado e mencionou a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, esposa de Rodolfo e apontada como pré-candidata a deputada estadual.
“Você precisa cuidar das suas postagens e trabalhar para eleger sua esposa. Se fosse homem, renunciaria ao cargo que conseguiu”, afirmou.
Em resposta, o deputado disse que iria “levantar o CPF” do eleitor para descobrir “quem ele deve”. Logo depois, publicou mais uma figurinha com a frase: “Se ele não é gay, o namorado dele é”.
Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo, enquanto o Congresso Nacional não aprovar legislação específica sobre o tema. A conduta pode resultar em pena de um a três anos de reclusão e multa, podendo chegar a cinco anos quando praticada por meio de redes sociais ou outros meios de comunicação.
Até o momento, não há informação sobre eventual registro de boletim de ocorrência ou investigação relacionada ao episódio.
Fonte: InvestigaMs
