Ex-ministra e ex-senadora de Mato Grosso do Sul tem nome apresentado a Lula por aliados; presidente poderá preencher três vagas no Supremo até 2030
A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB), que construiu sua carreira política em Mato Grosso do Sul e não conseguiu se eleger senadora por São Paulo nas eleições deste ano, passou a ser considerada para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Seu nome já foi levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por apoiadores que defendem a indicação de uma mulher para a Corte.
A informação foi divulgada neste sábado (31) pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo a coluna, integrantes do entorno presidencial afirmam que Lula pretende nomear pelo menos uma mulher para o Supremo, embora ainda não tenha definido quem será escolhida nem em qual oportunidade fará a indicação.
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O presidente terá a possibilidade de preencher três cadeiras até o encerramento de seu mandato, em 2030. Uma delas permanece desocupada desde outubro de 2025, quando Luís Roberto Barroso deixou o tribunal. As outras duas serão abertas com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux, em abril de 2028, e Cármen Lúcia, em 2029.
A trajetória jurídica e política de Tebet é apontada por seus apoiadores como argumento favorável à indicação. Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e também atuou como professora universitária.
Natural de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, Simone foi prefeita do município, vice-governadora e senadora pelo Estado. Em 2022, disputou a Presidência da República e, após ficar fora do segundo turno, declarou apoio a Lula contra Jair Bolsonaro.
A aproximação resultou em sua entrada no governo federal, onde comandou o Ministério do Planejamento. Neste ano, transferiu sua atuação eleitoral para São Paulo e concorreu ao Senado pelo PSB, mas terminou a disputa sem conquistar uma das vagas.
Apesar das articulações, Tebet não é a única mulher mencionada para o Supremo. A ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também aparece entre os nomes considerados para uma eventual indicação feminina.
A disputa pelas cadeiras envolve ainda o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado anteriormente por Lula para substituir Barroso, mas rejeitado pelo Senado em abril deste ano. O presidente sinalizou que pretende apresentar novamente seu nome.
Outro interessado nas articulações é Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Sua possível indicação conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e de integrantes do próprio STF.
A escolha dos ministros é prerrogativa do presidente da República, mas depende de aprovação pela maioria absoluta do Senado, após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça.
Por enquanto, a possibilidade de Simone Tebet chegar ao Supremo permanece restrita às articulações políticas, sem anúncio oficial de indicação pelo Palácio do Planalto.
