A composição do secretariado para o segundo mandato do governador Eduardo Riedel (PP) movimenta os bastidores políticos de Mato Grosso do Sul. Sem anúncio dos integrantes da futura equipe, aliados que não conseguiram se eleger aguardam uma oportunidade na administração estadual.
Riedel tem aproveitado o período do segundo turno, que no Estado envolve apenas a disputa pela Presidência da República, para adiar as definições. A expectativa é de que as mudanças permitam ao governador ampliar sua marca na gestão, depois de manter, no primeiro mandato, diversos integrantes da equipe do antecessor, Reinaldo Azambuja (PL).
Uma das sinalizações nos bastidores é de que os ex-secretários que deixaram os cargos para concorrer às eleições não devem retornar às respectivas pastas. Nesse grupo estão Jaime Verruck, Eduardo Rocha, Marcelo Miranda e Viviane Luiza.
A possível restrição ao retorno desses nomes alimenta as conversas sobre o aproveitamento de outros aliados derrotados nas urnas. Entre os deputados estaduais, Lia Nogueira (PSDB) e Júnior Mochi (MDB) aparecem como opções para a nova equipe.
Lia é mencionada como alternativa para a Secretaria de Cidadania ou para atuar como representante do governo na região de Dourados. Mochi, por sua vez, é apontado por colegas da Assembleia Legislativa como um nome com perfil para comandar a Casa Civil.
Outro parlamentar citado é o deputado federal Luiz Ovando (PP), que ficou na primeira suplência. Ele tem o apoio político da senadora Tereza Cristina (PP), uma das principais aliadas de Riedel.
Aliados de Ovando defendem a possibilidade de sua indicação para a Secretaria de Saúde. A hipótese, porém, não teria sido cogitada dentro do governo.
O senador Nelsinho Trad (PSD) também acompanha as articulações. Ele abriu mão de disputar a reeleição para integrar, como suplente, a chapa de Reinaldo Azambuja ao Senado.
Seu futuro político pode depender do resultado da eleição presidencial. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) abriria a possibilidade de Azambuja assumir um ministério, permitindo que Nelsinho ocupasse a cadeira no Senado.
Caso esse cenário não se concretize, o senador poderá buscar espaço na administração estadual. Médico, ele também aparece entre os nomes mencionados para a Saúde. Até o momento, nenhuma dessas possibilidades foi confirmada.

