Rendimento mensal chegou a R$ 3.727 em 2025, acima da média nacional; Estado também ampliou empregos formais e reduziu desigualdade social
Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 64% na renda média mensal dos trabalhadores entre 2021 e 2025, enquanto a extrema pobreza caiu 60% de 2021 a 2024. Os indicadores, divulgados pelo governo estadual com base em levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam avanços no mercado de trabalho e nas condições econômicas da população sul-mato-grossense.
O rendimento médio mensal passou de R$ 2.265, em 2021, para R$ 3.727, em 2025. O valor também superou a média brasileira, de R$ 3.406, uma diferença de R$ 321 por mês.
No mesmo ano, o Estado contabilizou aproximadamente 1,46 milhão de pessoas ocupadas.
A evolução da renda, entretanto, considera valores nominais. Isso significa que o aumento de 64% não representa necessariamente ganho equivalente no poder de compra, uma vez que é preciso descontar a inflação acumulada no período.
Extrema pobreza recua de 4% para 1,6%
Um dos indicadores de maior destaque é a redução da população em situação de extrema pobreza.
Entre 2021 e 2024, a proporção de moradores nessa condição caiu de 4% para 1,6%, uma redução relativa de 60%.
Segundo os números apresentados pelo governo estadual, mais de 70,5 mil pessoas deixaram a extrema pobreza nesse intervalo.
Mato Grosso do Sul também aparece na terceira posição entre as unidades da Federação com menor desigualdade de renda, conforme levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP).
Empregos formais crescem e construção civil se destaca
O mercado de trabalho formal encerrou 2025 com saldo positivo de 19.756 empregos com carteira assinada.
Conforme dados do Novo Caged, compilados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o Estado terminou o ano com 689.951 vínculos formais ativos, crescimento de 2,91% em relação a 2024.
Na comparação entre dezembro de 2020 e dezembro de 2025, a construção civil apresentou a maior expansão percentual no estoque de empregos, com avanço de 49,41%.
O setor de serviços liderou em números absolutos, acrescentando 49.681 vínculos formais no mesmo período.
MS abriu mais de 20 mil vagas até agosto de 2026
Os indicadores apresentados pelo governo também mostram resultados positivos no mercado formal durante os primeiros oito meses de 2026.
Entre janeiro e agosto, Mato Grosso do Sul acumulou saldo de 20.456 postos de trabalho com carteira assinada, superando o resultado líquido registrado durante todo o ano de 2025.
O setor de serviços respondeu por 8.644 novas vagas, enquanto a construção civil apresentou saldo positivo de 7.392 empregos.
Os resultados indicam expansão da ocupação formal e melhora dos indicadores sociais nos períodos analisados. A consolidação desses avanços, porém, depende também da evolução da renda real, do custo de vida e da qualidade dos empregos gerados.
Fonte dos dados: Governo de Mato Grosso do Sul, IBGE, Novo Caged, Semadesc e Centro de Liderança Pública, conforme informações divulgadas.

