Prefeitura coloca 12 equipes simultaneamente nas ruas e contrata cinco empresas por R$ 20,5 milhões para reforçar operação tapa-buraco
Campo Grande vai colocar 12 equipes simultaneamente nas ruas a partir de segunda-feira (21), com a meta de tapar até 3 mil buracos por dia em diferentes regiões da Capital.
Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, o reforço será concentrado inicialmente nos bairros Jardim Panamá, Coophatrabalho, Jardim das Perdizes, Rouxinóis, Universitário, Aero Rancho, Centro e Vila Planalto.
Nesta sexta-feira (18), a Prefeitura de Campo Grande e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul deram ordem de serviço para cinco novas empresas que vão reforçar a operação.
Cada empresa foi contratada por R$ 4.114.524,85, por um período de 12 meses. Juntos, os contratos somam R$ 20.572.624,25.
As empresas credenciadas são Funchal Construção e Serviços Ltda., CG3F Serviços e Construtora, Sete Engenharia Eireli EPP, Souza dos Santos Construtora Ltda. e Projevia Engenharia Ltda.
Os serviços envolvem reparos superficiais e profundos no pavimento, com fornecimento de trabalhadores, máquinas, transporte e demais insumos. O fornecimento do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), utilizado na recomposição do asfalto, fica fora dos contratos.
Das 12 equipes que atuarão na operação, duas são próprias da Sisep, cinco são contratadas diretamente e outras cinco são credenciadas pelo Consórcio Central.
A prefeita Adriane Lopes afirmou que a expectativa é que os efeitos da operação sejam percebidos dentro de aproximadamente 30 dias.
“Nós estamos com a expectativa de tapar 3 mil buracos por dia. Nos próximos 30 dias, acho que a gente já começa a ter esse resultado mais visível na cidade”, declarou.
Segundo a prefeita, após a etapa emergencial de tapa-buracos, a administração pretende ampliar o recapeamento de ruas e avenidas.
Usina pode produzir 120 toneladas por hora
A operação contará ainda com a usina de asfalto instalada na Avenida Solon Padilha, nº 2049, no Núcleo Industrial.
O equipamento, administrado pelo Consórcio Central, produz o CBUQ utilizado nas obras e tem capacidade de fabricar até 120 toneladas de massa asfáltica por hora.
A usina custou cerca de R$ 5 milhões e, conforme estimativa apresentada pela Sisep, pode reduzir entre 25% e 30% os gastos com massa asfáltica.
A estrutura já foi atingida por um incêndio em 6 de setembro de 2024. Na ocasião, um reservatório foi destruído e o Corpo de Bombeiros utilizou cerca de 15 mil litros de água, além de líquido gerador de espuma, para controlar as chamas. Não houve vítimas.
