As direções nacionais dos partidos já têm participação decisiva no financiamento das principais campanhas em Mato Grosso do Sul. Na disputa pelo Governo do Estado, Eduardo Riedel (PP) e Fábio Trad (PT) receberam, juntos, aproximadamente R$ 2,86 milhões das executivas nacionais de suas legendas.
Os dados constam no DivulgaCandContas, sistema da Justiça Eleitoral, e podem sofrer alterações conforme novas receitas e despesas sejam apresentadas pelas campanhas.
Candidato à reeleição, Riedel recebeu R$ 1 milhão da Direção Nacional do PP, montante correspondente a 93,46% dos recursos declarados até o momento. A arrecadação também inclui R$ 40 mil doados por Manoel Leonardo de Lima e R$ 30 mil por Clebson Marcondes de Lima.
A campanha do governador tem limite de gastos de R$ 6.226.082,16 e já contabiliza R$ 2.419.775 em despesas contratadas.
A maior parcela desses gastos está relacionada a serviços advocatícios, que chegam a R$ 1 milhão, ou 41,33% do total contratado, distribuídos em três lançamentos.
Na sequência aparecem os gastos com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, que somam R$ 500 mil, equivalentes a 20,66% das despesas, e o impulsionamento de conteúdos, com R$ 369 mil, ou 15,25%.
A prestação de contas aponta ainda R$ 250 mil em serviços contábeis e outros R$ 200,5 mil com pessoal, distribuídos em 35 lançamentos.
Do lado petista, Fábio Trad recebeu R$ 1.867.824,65 da Direção Nacional do PT, valor que representa 99,73% de toda a receita informada pela campanha. O próprio candidato também fez uma doação de R$ 5 mil.
Com isso, a candidatura de Trad contabiliza R$ 1.872.824,65 em recursos arrecadados até o levantamento.
Senado
O financiamento das direções nacionais também aparece com força entre os candidatos às duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado.
Capitão Contar (PL) recebeu R$ 2 milhões da Direção Nacional do PL, o equivalente a 98,91% de tudo o que sua campanha havia arrecadado.
Além do repasse partidário, foram registrados R$ 15 mil de Renato Nascimento Oliveira, R$ 5 mil de Iara Diniz Contar e R$ 2 mil de Simone Farelli Maia Reichert. A receita total declarada chega a R$ 2,022 milhões.
Também candidato pelo PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja recebeu R$ 500 mil da direção nacional da legenda, correspondentes a 61,2% de sua arrecadação. Outros R$ 317 mil foram colocados na campanha pelo próprio candidato.
Ao todo, Azambuja declarou R$ 817 mil em receitas. A candidatura tem limite de gastos de R$ 3.176.572,53 e registra R$ 1.994.995 em despesas contratadas.
Já o deputado federal Vander Loubet (PT) teve praticamente toda sua arrecadação bancada pelo partido. A Direção Nacional do PT repassou R$ 1.588.286,27, ou 99,06% dos recursos registrados.
A campanha ainda recebeu R$ 11.125 por meio da plataforma QueroApoiar.com.br e R$ 4 mil de Bernardo Chagas Loubet, alcançando R$ 1.603.411,27 em receitas.
O limite de gastos de Vander também é de R$ 3.176.572,53. Até o levantamento, a prestação de contas apontava R$ 10.231,38 em despesas contratadas, sendo R$ 10 mil com impulsionamento de conteúdos e R$ 231,38 em taxas de administração de financiamento coletivo.
Entre os candidatos ao Senado citados no levantamento, Roberto Oshiro (Novo) apresenta uma arrecadação menor. São R$ 50 mil, dos quais R$ 30 mil foram aportados pelo próprio candidato e R$ 20 mil por Augusto Raimundo Alessio.
Os números reforçam o peso dos diretórios nacionais no início da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul, especialmente entre candidatos que disputam os cargos majoritários.
