Governador aparece com 40% das intenções de voto, contra 13% de Fábio Trad e 8% de Delcídio; levantamento também mostra Riedel vencendo com ampla vantagem em todos os cenários de segundo turno
A primeira pesquisa Quaest sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul coloca o governador Eduardo Riedel (PP) em posição de ampla vantagem na corrida pela reeleição. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (25) e encomendado pela TV Morena, mostra Riedel com 40% das intenções de voto, 27 pontos percentuais à frente do segundo colocado, Fábio Trad (PT), que aparece com 13%.
Na terceira posição está Delcídio Amaral (PRD), com 8%. João Henrique Catan (Novo) registra 3%, Lucien Rezende (PSOL), 2%, enquanto Daniel Lemes (PCO), Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir) aparecem com 1% cada.
Os eleitores que afirmam votar em branco, anular ou não comparecer somam 11%. Outros 20% ainda estão indecisos.
Riedel tem mais votos que adversários somados
Os números revelam uma vantagem significativa do atual governador. Riedel, sozinho, alcança 40%, enquanto os sete adversários somados chegam a 29%.
A distância para Fábio Trad também chama atenção. Com 13%, o candidato petista registra menos de um terço das intenções de voto alcançadas pelo governador.
Apesar da vantagem de Riedel, a disputa ainda possui espaço para movimentação. Segundo a Quaest, 50% dos entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto outros 50% admitem que ainda podem mudar de candidato até a eleição de 4 de outubro.
Espontânea mostra eleitorado ainda pouco definido
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados precisam citar o candidato sem receber uma lista de nomes, o cenário mostra elevado grau de indefinição.
Riedel aparece novamente na liderança, com 18%, seguido por Fábio Trad, com apenas 4%. Brancos e nulos representam 1%.
O dado mais expressivo, porém, está entre os que ainda não sabem espontaneamente em quem votar: 77% estão indecisos.
Segundo turno: Riedel supera 50% em todos os cenários
A Quaest também simulou três possíveis confrontos de segundo turno. Em todos, Eduardo Riedel aparece com vantagem superior a 30 pontos percentuais.
Contra Delcídio Amaral, Riedel teria 54% a 23%.
Em uma disputa com Fábio Trad, a vantagem seria ainda maior: 59% contra 22%.
O cenário de maior diferença ocorre contra João Henrique Catan. Riedel registra 61%, enquanto o candidato do Novo fica com 13%.
Os números indicam que, neste momento da campanha, nenhum dos principais adversários consegue se aproximar do governador nas simulações de confronto direto.
Rejeição pesa contra Delcídio e Fábio
Outro dado que ajuda a explicar o cenário eleitoral é a rejeição. Delcídio Amaral lidera nesse quesito, com 47% dos entrevistados afirmando que o conhecem e não votariam nele.
Fábio Trad aparece logo atrás, com 44% de rejeição.
Riedel registra índice consideravelmente menor: 22% dizem conhecê-lo e não votar nele. Ao mesmo tempo, 53% afirmam conhecer o governador e considerar votar nele.
João Henrique Catan possui apenas 9% de rejeição, mas enfrenta outro obstáculo: 82% dos entrevistados dizem não conhecê-lo.
Aprovação do governo chega a 62%
A liderança eleitoral de Riedel aparece acompanhada de uma avaliação favorável de sua administração.
Segundo a Quaest, 62% aprovam o governo estadual, enquanto 16% desaprovam. Outros 22% não souberam ou não responderam.
Na avaliação direta da administração, 44% classificam o governo como positivo, 42% como regular e apenas 7% como negativo.
Quando a pergunta é se Eduardo Riedel merece ser reeleito, 66% respondem que sim, contra 24% que dizem não. Outros 10% não souberam responder.
Eleitor quer mudanças, mas sem ruptura
A pesquisa também perguntou qual deveria ser o rumo do próximo governo estadual. Para 28%, o governador eleito deveria continuar o trabalho que já vem sendo realizado.
Outros 41% defendem mudanças apenas naquilo que não está funcionando, enquanto 29% querem uma mudança completa.
O resultado aponta predominância de uma posição intermediária: manutenção do atual rumo, mas com correções.
Bolsonaro tem influência maior que Lula no eleitorado de MS
A Quaest mediu ainda o impacto das principais lideranças nacionais sobre a eleição estadual.
Entre os entrevistados, 35% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro, enquanto 25% querem um aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 35% preferem um governador independente.
O apoio de Lula aumenta a possibilidade de voto para 19% dos entrevistados, mas diminui para 38%. Para 40%, a manifestação do presidente não altera a escolha.
Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de voto para 29% e diminui para 23%. Outros 46% dizem que o apoio não interfere.
Saúde é disparado o maior problema
Quando questionados sobre o principal problema de Mato Grosso do Sul, 39% apontaram a saúde, índice muito superior aos demais temas.
Infraestrutura aparece em segundo lugar, com 13%, seguida por economia, com 9%; violência, 6%; corrupção, 5%; desemprego e educação, ambos com 4%.
Pobreza e desigualdade foram mencionadas por 2%.
Pesquisa ouviu 804 eleitores
A Quaest entrevistou 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MS-00793/2026 e BR-04312/2026.

