Uma operação conjunta da Neoenergia Elektro e da Polícia Civil identificou fraudes no consumo de energia elétrica em cinco imóveis de Três Lagoas. A ação, denominada Operação Apagão IV, fiscalizou seis endereços e constatou irregularidades em quatro estabelecimentos comerciais e uma residência.
Segundo a concessionária, a quantidade de energia desviada por meio das ligações clandestinas seria suficiente para abastecer aproximadamente 1.270 casas durante um mês.
As fiscalizações ocorreram nos bairros Centro, Jardim Novo Aeroporto, Vila Alegre e Vila Maria. Entre os imóveis onde foram constatadas irregularidades estão um hotel, uma pastelaria, uma hospedaria, um estúdio de tatuagem e uma residência.
Durante as inspeções, as equipes encontraram diferentes formas de fraude, incluindo adulterações em medidores e ligações diretas na rede elétrica, popularmente conhecidas como “gatos”.
Apesar das irregularidades constatadas e da realização de perícia, ninguém foi preso durante a operação. As ligações clandestinas foram retiradas e a distribuidora abriu procedimentos administrativos para calcular o volume de energia consumido irregularmente e definir os valores que deverão ser cobrados.
Os responsáveis pelos estabelecimentos comerciais e pelo imóvel residencial foram identificados pela Polícia Civil e poderão responder criminalmente. Dependendo da forma como a fraude foi realizada, os casos podem ser enquadrados como furto de energia ou estelionato.
O furto de energia está previsto no artigo 155 do Código Penal. Em determinadas circunstâncias, como adulteração de equipamentos de medição ou utilização de ligação clandestina, a legislação prevê pena de reclusão.
A Neoenergia Elektro informou que tem ampliado o uso de ferramentas tecnológicas, incluindo inteligência artificial e sistemas de monitoramento, para identificar alterações suspeitas no padrão de consumo em sua área de concessão.
Além das perdas financeiras, a concessionária alerta que intervenções clandestinas na rede elétrica podem provocar curtos-circuitos, incêndios, choques e outros acidentes, colocando em risco tanto quem realiza a fraude quanto moradores das proximidades.

