A ministra do Planejamento, Simone Tebet, oficializou nesta sexta-feira (27) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro para disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições deste ano.
A decisão já havia sido antecipada no último dia 12 e, segundo Tebet, contou com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Para concorrer, Tebet deve deixar o comando do Ministério do Planejamento até o início de abril, prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para desincompatibilização de candidatos. Antes disso, ela pretende concluir o relatório bimestral do orçamento e encaminhar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.
Mudança de partido e críticas
A ministra deixou o Movimento Democrático Brasileiro para ingressar no PSB. A troca ocorreu em meio a divergências no cenário político paulista, onde o MDB está alinhado à oposição ao governo federal.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou a saída e afirmou que Tebet estaria atendendo a interesses do presidente Lula. Em resposta, a ministra rebateu as declarações, negando qualquer submissão política e classificando a fala como “deselegante”, especialmente em relação às mulheres.
Apoios e articulação política
O evento de filiação contou com a presença de lideranças como Geraldo Alckmin, Márcio França e Tabata Amaral, que afirmou ter sido a primeira a convidar Tebet para o partido.
Tebet também defendeu a permanência de Alckmin na vice-presidência em uma eventual reeleição de Lula, destacando a importância da continuidade da atual gestão.
Cenário eleitoral em São Paulo
A movimentação de Tebet ocorre em meio à formação do palanque do governo federal em São Paulo. O ministro Fernando Haddad já lançou sua pré-candidatura ao governo estadual.
Dentro do PSB, há discussões sobre lançar candidatura própria ao governo, possivelmente com Márcio França, ou compor como vice na chapa de Haddad. Tebet afirmou que o partido ainda avalia os próximos passos.
