No estado, foram inspecionados 180 bicos de abastecimento, dos quais 62 foram reprovados, o que representa 34% do total fiscalizado. O índice indica que aproximadamente um em cada três equipamentos avaliados apresentou problemas durante a vistoria em postos de combustíveis. Os nomes dos estabelecimentos com irregularidades não foram divulgados.
A operação ocorreu no Distrito Federal e em nove estados: Acre, Alagoas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Em todo o país, 3.651 bicos de abastecimento foram verificados e 831 apresentaram irregularidades, resultando em índice nacional de 23% de reprovação.
Entre os locais fiscalizados, o maior índice foi registrado no Rio Grande do Norte, onde todos os bicos avaliados foram reprovados. Em seguida aparecem o Ceará, com 43%, e Mato Grosso do Sul, com 34%, o terceiro maior percentual de irregularidades.
Santa Catarina registrou 28% de reprovação, enquanto Alagoas teve 20%. O Distrito Federal apresentou índice de 18% e São Paulo, 9%. Já o Acre registrou 4% de irregularidades, a Paraíba teve 2% e Roraima não apresentou reprovações nas fiscalizações realizadas.
De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), as inspeções tiveram como objetivo identificar possíveis fraudes eletrônicas nas bombas medidoras e verificar se o volume de combustível entregue ao consumidor corresponde ao indicado no equipamento.
Durante as vistorias, foram encontrados indícios de adulteração nas placas eletrônicas das bombas, além de problemas como equipamentos em mau estado de conservação, vazamentos de combustível, erros de medição que podem prejudicar o consumidor e lacres de segurança rompidos.
Paralelamente às ações do Inmetro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fiscalizou a qualidade dos combustíveis comercializados, avaliando padrões técnicos, origem dos produtos e condições de armazenamento nos postos.
Segundo o presidente do Inmetro, Márcio André Brito, operações desse tipo reforçam o compromisso do instituto com a transparência nas relações de consumo. Ele destacou que a fiscalização integrada amplia a proteção ao consumidor e ajuda a garantir que o combustível pago seja entregue corretamente.
O órgão orienta os motoristas a observarem alguns pontos durante o abastecimento, como a presença do selo do Inmetro nas bombas e o estado dos mostradores, que devem estar legíveis, sem rachaduras ou falhas de leitura. Também é recomendado verificar se mangueiras e conexões estão em boas condições, sem vazamentos ou deformações.
Outra orientação é confirmar se o posto possui a medida-padrão de 20 litros verificada pelo Inmetro, que pode ser utilizada para conferir o volume abastecido em caso de suspeita de divergência.
O instituto ainda alerta que combustíveis com preços muito abaixo da média do mercado, bombas sem o selo de verificação ou postos sem identificação de bandeira podem ser sinais de alerta para o consumidor.
A operação contou com a participação do Inmetro e de órgãos da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do Inmetro (RBMLQ-I), além da atuação da ANP e da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

