A Santa Casa de Campo Grande vive mais um episódio de sobrecarga em seu pronto-socorro. Nesta segunda-feira (27), a unidade atendia 90 pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apesar de contar com apenas 7 leitos contratados para esse tipo de atendimento.
O problema, que já se tornou recorrente, afeta diretamente outros serviços de emergência da Capital, como o Corpo de Bombeiros Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com a lotação, macas de ambulâncias frequentemente ficam retidas no hospital para acomodar pacientes, o que reduz a capacidade de resposta desses serviços em novas ocorrências.
A instituição informou que a quantidade de macas oriundas do transporte de pacientes varia conforme a demanda diária. No entanto, a responsabilidade pela gestão desses equipamentos é dos municípios e das equipes que realizam o encaminhamento até o hospital.
Ainda conforme a unidade, autoridades municipais e estaduais já foram notificadas sobre a situação de superlotação. Mesmo operando acima da capacidade contratada, com uso ampliado de poltronas e macas nas áreas verde e vermelha do SUS, a estrutura segue insuficiente diante da alta procura por atendimento.
Para amenizar o cenário, as macas de transporte são utilizadas de forma temporária, garantindo condições mínimas aos pacientes. Além disso, dentro do Plano de Capacidade Plena e Manejo da Superlotação do Pronto-Socorro Adulto — implantado no projeto Transformação Lean nos Hospitais, do Ministério da Saúde — também são utilizados leitos improvisados em corredores das unidades de internação.

