O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou nesta quarta-feira (10) que não pretende entrar em embates com o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), pré-candidato ao governo do Estado. A declaração ocorreu durante o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, após decisão da Justiça Eleitoral que determinou a retirada de um vídeo produzido com inteligência artificial que continha críticas ao governador.
Segundo Riedel, ele nunca acionou judicialmente o parlamentar e também evita responder às provocações feitas por meio das redes sociais.
“A política é algo sério e não participo desse tipo de discussão”, afirmou o governador ao comentar as publicações de Catan.
Riedel destacou ainda que a federação formada por PP e União Brasil tem acompanhado situações consideradas ofensivas contra o partido e seus integrantes. De acordo com ele, a legenda passou a avaliar a adoção de medidas judiciais diante de casos semelhantes.
O governador ressaltou que a ação que resultou na retirada do vídeo foi a primeira iniciativa do partido nesse sentido e lembrou que a Justiça concedeu liminar favorável ao pedido. Para ele, as críticas divulgadas são infundadas e não merecem resposta.
“Temos muito trabalho a fazer pelo Mato Grosso do Sul. Não acompanho esse tipo de conteúdo e sigo focado na gestão do Estado”, declarou.
A decisão judicial determinou a remoção do vídeo intitulado “Os Intocáveis, Episódio 01 – Plano Mirabolante”, publicado nas redes sociais do deputado. O conteúdo utilizava recursos de inteligência artificial para satirizar integrantes da administração estadual.
Ao analisar o caso, o juiz eleitoral Fernando Bonfim Duque Estrada entendeu que a publicação não informava de forma clara o uso de inteligência artificial e que houve impulsionamento pago do conteúdo, prática vedada pela legislação eleitoral quando utilizada para promover ataques ou críticas a adversários políticos.
A decisão prevê multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 30 mil. Caso a remoção não seja realizada espontaneamente, a plataforma responsável pela hospedagem do conteúdo poderá ser acionada para bloquear a publicação e interromper anúncios vinculados ao material.
A defesa de Catan informou que pretende apresentar questionamentos jurídicos no processo e contestou a urgência da retirada de uma postagem que estava disponível há meses nas redes sociais.
