Com a aproximação das restrições impostas pelo calendário eleitoral, o governo federal acelerou a liberação de emendas parlamentares e destinou R$ 311,27 milhões à bancada de Mato Grosso do Sul. O montante foi pago até a última sexta-feira (3), integra o pacote recorde de R$ 33,89 bilhões desembolsados pela União em todo o país e beneficiou parlamentares de diferentes partidos, incluindo aliados e opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os dados do Portal da Transparência mostram que os 11 representantes sul-mato-grossenses no Congresso Nacional — três senadores e oito deputados federais — receberam, em média, 74,6% do total das emendas empenhadas para este ano.
A antecipação dos repasses ocorreu em razão da obrigatoriedade constitucional de execução das emendas individuais e de bancada, além da entrada em vigor das restrições eleitorais que limitam as transferências voluntárias da União.
Entre os parlamentares de Mato Grosso do Sul, o maior volume de recursos foi destinado ao senador Nelsinho Trad (PSD), que teve R$ 59,71 milhões pagos, o equivalente a 19,2% de todas as emendas liberadas para a bancada federal do Estado.
Na sequência aparece a senadora Soraya Thronicke (PSB), com R$ 51,21 milhões, correspondentes a 16,5% do total. Já a senadora Tereza Cristina (PP) foi a parlamentar que menos recebeu entre os integrantes da bancada, com R$ 13,70 milhões pagos, o equivalente a 4,4% dos recursos destinados aos representantes de Mato Grosso do Sul.
Entre os deputados federais, Rodolfo Nogueira (PL) lidera o ranking, com R$ 33,41 milhões liberados. Em seguida aparecem Dagoberto Nogueira (PP), com R$ 26,42 milhões, e Dr. Luiz Ovando (PP), com R$ 23,99 milhões.
Também receberam recursos Camila Jara (PT), com R$ 23,67 milhões; Beto Pereira (Republicanos), com R$ 23,45 milhões; Marcos Pollon (PL), com R$ 23,06 milhões; Geraldo Resende (União Brasil), com R$ 17,35 milhões; e Vander Loubet (PT), com R$ 15,26 milhões.
Os números evidenciam que a distribuição das emendas contemplou parlamentares da base governista e da oposição. Também mostram diferenças entre os valores empenhados e os efetivamente pagos. O caso mais evidente é o da senadora Tereza Cristina, que teve R$ 23,66 milhões empenhados, mas recebeu R$ 13,70 milhões, percentual inferior ao registrado pela maior parte da bancada federal de Mato Grosso do Sul.
Fonte: Correio do Estado
