O pedido foi encaminhado pela Vara de Família de Palmas (TO) ao Judiciário sul-mato-grossense. A solicitação prevê a intimação de Bernal para que pague, em até três dias, R$ 13,7 mil referentes aos três últimos meses mais recentes, sob risco de nova ordem de prisão em caso de descumprimento.
O ex-prefeito está preso desde 24 de março, após ser acusado de matar o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. Ele permanece detido por tempo indeterminado.
A defesa do filho também pede que o restante da dívida seja quitado por meio de penhora de bens. Conforme os advogados, o patrimônio atribuído a Bernal ultrapassa R$ 11,5 milhões, incluindo um imóvel localizado na Rua Antônio Maria Coelho, adquirido em 2016 por R$ 1,6 milhão. Há ainda menção a possíveis propriedades no Paraguai e em Mato Grosso do Sul.
Na ação, a advogada responsável argumenta que o ex-prefeito teria condições financeiras de arcar com a pensão, mas não o faz por falta de compromisso. O autor da cobrança, hoje com 35 anos, não possui renda própria. Segundo a defesa, ele é autista e enfrenta outros problemas de saúde que dificultam tanto o trabalho quanto a continuidade dos estudos.
A petição também aponta abandono afetivo desde a infância e afirma que a situação se agravou após a morte dos avós paternos, que ajudavam a suprir necessidades básicas. O documento menciona ainda que o beneficiário enfrenta problemas de saúde como depressão, ansiedade e outras complicações clínicas.
Investigação por homicídio
O inquérito sobre a morte de Roberto Carlos Mazzini foi concluído e aponta que o ex-prefeito efetuou disparos, sendo um deles à queima-roupa. A Polícia Civil o indiciou por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, já que o registro do revólver estava vencido.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul manteve a acusação e acrescentou as qualificadoras de meio cruel e invasão de domicílio. Conforme a investigação, a vítima havia entrado no imóvel com um chaveiro, e cerca de 40 minutos depois Bernal chegou ao local armado, efetuando disparos pouco após entrar na residência.
A defesa do ex-prefeito sustenta que ele agiu em legítima defesa, alegando ter se sentido ameaçado. No entanto, depoimentos e imagens analisadas pela polícia indicam que a vítima não teve tempo de reação, o que diverge da versão apresentada pelo investigado.

