Lado negro da força! Sejusp revela nomes de policiais envolvidos em assassinatos

A Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) divulgou ontem (19), no Diário Oficial do Estado, os nomes dos dois policiais civis investigados por uma suposta participação em uma série de homicídios ocorridos na região das Moreninhas, em Campo Grande (MS).

 

Os nomes do escrivão e da investigadora da Polícia Civil, cujo afastamento foi determinado pela Justiça na última sexta-feira (15), são Gustavo Cristaldo de Arantes, que atuava na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), e Fátima Regina Pereira Benitt, que estava lotada na 2ª DP (Delegacia de Polícia de Campo Grande).

 

Na “Operação Juramento Quebrado”, deflagrada no dia 15 pela corregedoria e pela Delegacia de Homicídios, não foram divulgados detalhes sobre a suposta participação dos policiais civis nos assassinatos. A nota divulgada naquele dia informou apenas que existe a “suspeita da existência de organização criminosa que recebia colaboração de policiais civis”.

 

Além dessa denúncia, a investigadora já chegou a ser condenada a dois anos por outra irregularidade funcional e ainda responde a ação judicial por, supostamente, ter fornecido sua senha funcional para que um amigo tivesse acesso a informações sigilosas do companheiro de sua ex-esposa na disputa pela guarda dos filhos.

 

Os responsáveis pela investigação não revelaram quantos e quais assassinatos tiveram a suposta participação da investigadora e do escrivão. Também não deram detalhes sobre o que seria esta colaboração com os assassinos.

 

Na publicação feita no Diário Oficial, a Sejusp determinou “o recolhimento das armas, carteiras funcionais e demais pertences do patrimônio público destinados aos referidos policiais, além da suspensão de suas senhas e logins de acesso aos bancos de dados da instituição policial, sistema SIGO, INFOSEG, suspensão de férias e avaliação para fins de promoção”.